Cadeiras do estádio do Palmeiras vão formar um desenho

Assentos da Allianz Parque serão brancos e com dois tons de verde: a instalação das cadeiras começa em abril

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2014 | 04h55

SÃO PAULO - WTorre e Palmeiras torcem o nariz e travam uma longa batalha para ver quem tem razão na briga pela comercialização dos assentos da Allianz Parque. Enquanto isso, a construtora corre para conseguir entregar tudo dentro do prazo e já decidiu como ficará a disposição das cadeiras na arena. O Estado teve acesso exclusivo às imagens em perspectiva da distribuição das cadeiras no novo estádio. Nas imagens é possível ver que os assentos terão três cores: branca, verde-claro e verde-escuro, criando desenhos que podem ser vistos de cima, como acontece nos principais estádios da Europa.

A montagem da estrutura onde as cadeiras serão encaixadas está praticamente pronta, restando a instalação em poucos setores. A construtora pretende começar a montar as cadeiras na primeira quinzena de abril e até junho tudo deve estar pronto. Lembrando que a previsão é que a obra esteja 100% concretizada em julho. Atualmente, a construção está 85% concluída, segundo a WTorre.

Setores do estádio terão cadeiras estofadas com e sem braços. Elas serão confeccionadas em polipropileno de alto impacto e com suportes em poliamida reforçada com fibra de vidro. O assento e encosto serão produzidos por sistema de injeção assistida por gás, o que possibilita melhor acabamento, resistência, diminuição do peso e durabilidade.

Para evitar que a cadeira se torne uma arma para vândalos, entre a capa e a espuma existe uma camada composta por lã de vidro à prova de fogo. No total, serão colocados mais de 43.500 assentos no estádio palmeirense – todos serão retráteis, com sistema de abre e fecha, parecido com as que existem em cinemas e teatros. A manutenção desses assentos, assim como de toda a arena, é de responsabilidade da WTorre. No setor onde deve ficar as torcidas organizadas – anel inferior – serão colocadas cadeiras fixas, para atender às exigências da Fifa para que o estádio fique dentro de seu padrão.

Os assentos das Organizadas foi um dos pontos de discórdia entre construtora e clube, já que o Palmeiras desejava que o setor tivesse cadeiras removíveis para que os torcedores tivessem mais espaço para transitar e pular durante as partidas.

IMPASSE

A disputa para saber quem tem razão na venda das cadeiras continua. A WTorre diz que é responsável por 100% dos assentos enquanto o Palmeiras alega que a construtora é responsável por apenas 10 mil lugares. A decisão está nas mãos da Câmara Fundação Getúlio Vargas de Conciliação e Arbitragem, que pode levar até dois anos para decidir.

O Palmeiras elegeu Carlos Alberto Carmona, professor de Direito Processual da USP, para representá-lo na discussão, enquanto a empresa aposta em Pedro Batista Martins, coautor da Leia de Arbitragem. Ambos escolherão nos próximos dias um terceiro árbitro que será o presidente do caso e juntos vão decidir quem tem razão na história.

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