Cafu faz festa beneficente em SP

Comprar um carro importado e imóveis de luxo são alguns dos sonhos da maioria dos jogadores de futebol. Com o lateral Cafu não foi diferente. Mas a vida pobre que passou no Jardim Irene, zona sul de São Paulo, deu-lhe uma lição. Nesta quarta-feira, o jogador da Roma realizou uma grande festa no Estádio do Pacaembu para lançar a Fundação Cafu, entidade que buscará ajudar menores carentes. "Há sete anos tenho este sonho. Apenas procurava profissionais certos para desempenhá-lo", afirmou Cafu. "Minha infância foi difícil, passei por muitas dificuldades", disse o jogador, recordando o passado que teve com os cinco irmãos. Seu pai, Célio, era funcionário da prefeitura e a mãe, Cleusa, empregada doméstica. "Baseado neste meu passado, resolvi criar esta fundação", completou. "Eu trabalhava para ajudá-lo com o dinheiro da condução para a escolinha (de futebol)", revela dona Cleusa. "Mas sempre o apoiamos. E hoje aí está. Ajudamos a quem precisa." O jogador, de 31 anos, colabora com entidades há 15 anos e resolveu criar a sua própria. Conversou com Raí e Leonardo, fundadores da Fundação Gol de Letra para obter algumas informações. Embora tenha feito o lançamento oficial, Cafu calcula que, no máximo em sete meses, seu projeto já estará funcionando. "Está quase tudo pronto, o site desenvolvido e as contas abertas. Espero progredir rápido." O objetivo da Fundação será acolher crianças de rua com idades variando entre 5 e 15 anos. As doações podem ser feitas pelo site www.fundacaocafu.org.br ou pelo Banco BBV, Ag. 0563 Portal do Morumbi, na Conta Corrente 0100296499. A iniciativa de Cafu, teve o apoio de alguns companheiros de profissão, como Juninho Paulista, Belletti, Marcos Assunção, Renato, Taddei, Álvaro, Caio, Thiago Matias, entre outros. "Temos de parabenizar esta iniciativa do Cafu. É o mínimo que podemos fazer, ajudar a quem precisa", disse o meia Juninho. "Tivemos o privilégio de ter uma condição de vida melhor, então, estaremos sempre à disposição." ?Conheço o Cafu há muito tempo e isto não me surpreende. É um cara fora-de-série, preocupado com quem não teve a mesma sorte que nós", elogiou Caio.

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