Cafu quer dar "show" nos argentinos

O capitão da seleção brasileira, o lateral-direito Cafu, foi o exemplo da motivação e tranqüilidade atual da equipe, durante a apresentação de hoje no Aeroporto Santos Dumont, no Centro, para o início dos treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis. O jogador admitiu o favoritismo do Brasil para o confronto de quarta-feira contra a Argentina, em Belo Horizonte, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2006, assim como o desejo de uma vitória com a apresentação de um "futebol "show", que poderá assegurar ao grupo a liderança da tabela de classificação. "Toda vez que o Brasil joga em casa é o favorito. Agora, temos que trazer o favoritismo para dentro de campo. Jogando em velocidade, com tranqüilidade e respeitando o adversário", disse Cafu, frisando ainda a importância de um triunfo brasileiro, já que a equipe está na terceira posição da tabela, com 9 pontos em cinco partidas, atrás de Argentina, 11, e Paraguai, 10. "Se conseguirmos vencer estaremos perto da liderança. E se a vitória vier com um futebol show será melhor ainda." A possibilidade de um jogo violento ou desleal, por causa da rivalidade entre brasileiros e argentinos foi descartado por Cafu. O capitão da seleção recordou que não existe "rixa" ou prática de agressões durante os confrontos entre ambas equipes. O meia Zé Roberto apontou a defesa argentina como o principal problema para o Brasil. Destacou a experiência dos adversários, mas lembrou que a seleção tem atacantes habilidosos e em condições de superar qualquer tipo de bloqueio ofensivo. "Eles têm jogadores experientes, como o Ayala, e que atuam há muito tempo juntos. Mas, o Brasil está bem servido de atacantes que vão saber resolver isso", falou Zé Roberto, que contou não estar se sentindo pressionado com o excesso de jogadores em boa fase na sua posição. "Isso é bom para o grupo e só serve para nos estimular na briga pela vaga no time." Durante a espera na sala VIP do Santos Dumont, a seleção se encontrou com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que na quinta-feira havia participado do lançamento do projeto "Memória do Movimento Estudantil", no Museu da República. De acordo com Cafu, o político conversou com vários jogadores, desejou-lhes sorte, previu uma vitória, por 3 a 1, sobre os argentinos, e praticamente assegurou a presença tanto dele quanto do presidente da Luiz Inácio Lula da Silva, no Mineirão. O presidente do país adversário, Néstor Kirchner, também deverá estar presente no estádio. Ao deixar o Santos Dumont, a seleção seguiu de ônibus para a Granja Comary, e ficará treinando até segunda-feira quando embarcará para Belo Horizonte. Alguns jogadores, como o meia Juninho Pernambucano, o atacante Adriano e o lateral-esquerdo Junior se apresentaram no Aeroporto Internacional Tom Jobim, enquanto outros, como o atacante Ronaldo, o técnico Carlos Alberto Parreira e o coordenador-técnico da seleção, Zagallo seguiram de carro, direto para a concentração na região serrana. Após o confronto contra os argentinos, a equipe segue direto para Santiago, no Chile, onde no dia 6 de junho enfrenta o Chile, também pelas Eliminatórias.

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