Dilma diz que Caixa ainda negocia com Vasco e Atlético-GO

Está previsto um investimento de R$ 113 milhões

Murilo Rodrigues Alves, Carla Araújo e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2016 | 12h29

Além dos dez clubes que assinaram contrato de patrocínio com a Caixa nesta terça-feira, o banco deve renovar com o Corinthians e ainda negocia com o Atlético Goianiense e o Vasco, informou a presidente Dilma Rousseff durante cerimônia no Palácio do Planalto. 

Em 2015, o banco estatal desembolsou R$ 15 milhões para patrocinar o Vasco da Gama, que caiu para a série B. O patrocínio do Atlético Goianiense foi de R$ 2,4 milhões. Esses patrocínios se encerraram em dezembro. O contrato do Corinthians, que vence no dia 28 de fevereiro deste ano, é de R$ 30 milhões.

A presidente disse que viu com satisfação a inclusão dos dois maiores clubes de Minas Gerias no rol dos beneficiados pelo patrocínio estatal em 2016, em especial "meu querido" Atlético Mineiro, clube para o qual torce. Cada um dos times mineiros vai receber R$ 12,5 milhões neste ano. 

No fim da cerimônia, a presidente ganhou camisetas personalizadas dos times patrocinados , com "Presidente Dilma" escrito nas costas. 

A presidente disse ainda que a o apoio da Caixa ao futebol “vai além dos contratos”. É uma parceria comercial positiva”, afirmou. Entre uma série de medidas para estímulo ao futebol e ao esporte, Dilma destacou a assinatura de um decreto que cria a autoridade pública de governança do futebol. “Acompanharemos com interesse, rigor e transparência as contrapartidas assumidas pelos clubes.”

Dilma citou ainda possíveis mudanças no Estatuto do Torcedor e revisão da Lei Pelé e disse que todas essas ações darão velocidade a modernização do futebol e podem estimular a “cadeia  produtiva” do esporte, gerando mais empregos. A presidente disse que pediu ao Ministério da Educação que instituísse uma comissão para criar cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de gestão dos esportes. 

“Acima de tudo queremos valorizar a nossa história e identidade. Somos, sem dúvida, a pátria de chuteiras”, afirmou. “A Caixa está marcando um gol de placa para ajudar que Brasil volte a exportar a arte do futebol e não apenas os nossos craques”, afirmou. 

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