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Caixa D?Água: dois novos processos

A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) vai instaurar, na segunda-feira, mais dois inquéritos para apurar falsificação de ingressos no Maracanã e evasão de mais de R$ 1 milhão da renda de vários jogos no estádio. Segundo a Polícia Civil, esses inquéritos são oriundos do processo que afastou Eduardo Viana, o Caixa D?Água, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), e mais cinco dirigentes da entidade.A Draco vai investigar o envolvimento de outras pessoas também.Durante a investigação preliminar, oito cambistas denunciaram que compravam ingressos falsos e verdadeiros nas bilheterias do Maracanã.Antes de ser afastado por determinação do juiz Geraldo Couto, da 37ª Vara Criminal, do cargo de presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Eduardo Viana nomeou, na quarta-feira, Plínio Jordão como presidente interino da entidade, supostamente antevendo problemas com a justiça. De acordo com sua assesoria, Caixa D?Água se licenciou por problemas médicos.Os funcionários da Ferj foram trabalhar normalmente nesta sexta-feira. O presidente em exercício, um dia após o asfastamento de Eduardo Viana do cargo, se ausentou para cuidar de ?problemas particulares?, segundo a assessoria da entidade. Luís Guilherme Gutman, advogado de Caixa D?Água, declarou nesta sexta que ainda não elaborou a defesa, pois não teve acesso ao processo formalizado pelo Ministério Público, que acusa seu cliente pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, fraude processual e estelionato."Só posso dizer que está chovendo no Rio. Somente vou me pronunciar após ler o processo", declarou Gutman. Caixa d´Água pode ser condenado a até 20 anos de prisão. Também foram afastados o vice-presidente da Ferj, Francisco Aguiar, o diretor Paulo Roberto Petrolongo da Silva, o coordenador de funcionários, Gilberto Rangel Lima Júnior, o responsável pela venda dos bilhetes, Carlos César Martins dos Santos, e o contador Jobem Mendes Braga, que seria o responsável pela falsificação dos boletins financeiros da federação.A denúncia é resultado de um ano e seis meses de investigações conduzidos pela promotora Márcia Velasco, da 23.ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos do MP, e o delegado Ricardo Codeceira, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).A perícia demonstrou que, entre março e setembro de 2003, mais de R$ 866 mil foram desviados por recibos fraudulentos.

Agencia Estado,

15 de outubro de 2004 | 19h26

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