Caixa D?Água: processo é suspenso

A Justiça do Rio decidiu hoje suspender temporariamente o andamento do processo que investiga os dirigentes da Federação de Futebol do Estado do Rio (Ferj), entre eles, o presidente da entidade, Eduardo Vianna, o Caixa D?Água. Com parecer favorável do Ministério Público (MP), o juiz da 37ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Geraldo Prado, resolveu apurar acusação de que o pai do promotor de justiça Alexandre Themístocles, Francisco Vasconcelos, o Chicão, ex-diretor do Fluminense, teria exigido em nome do filho R$ 200 mil para livrar um dos réus do processo. O promotor é acusado também de ser o autor da denúncia contra os dirigentes. A promotora Márcia Velasco apenas teria assinado o documento. A denúncia foi apresentada pela defesa de Francisco José Soares Aguiar, vice-presidente afastado da Ferj. De acordo com o juiz Geraldo Prado, há indícios de fatos graves que, se forem comprovados, podem fazer com que o processo contra os dirigentes seja declarado nulo. O juiz intimou a promotora Márcia Velasco para prestar esclarecimentos em três dias. A defesa de Francisco José Soares alega que o pedido de dinheiro feito pelo pai do promotor Alexandre Themístocles, conhecido como Chicão, foi testemunhado e que há gravações que confirmam que tudo não passa de vingança pessoal. Os advogados de Francisco Aguiar imputam ao promotor a autoria da denúncia, fundada em investigação criminal que teria dirigido quando em exercício na 6ª Promotoria de Justiça. Em seguida, Alexandre Themístocles teria transferido a fiscalização do inquérito à promotora Márcia Velasco. "A mera possibilidade de nulidade da denúncia e, por conseqüência, de todos os atos posteriores, recomenda a adoção da medida de cautela sugerida pelo Ministério Público e pela defesa, tal seja, a suspensão do curso do processo principal", justificou Geraldo Prado. O juiz preside o processo em que o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Eduardo Augusto Viana da Silva, o Caixa D? Água e mais cinco diretores da entidade são acusados da prática dos crimes de formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e fraude processual. O grupo teria se apropriado de parte da renda das partidas de futebol disputadas no Estádio do Maracanã entre os anos de 2000 e 2004. Eles estão afastados do cargo por ordem judicial desde o dia 14 de outubro.

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