Cálculos produzem ranking da Fifa

O ranking é um quebra-cabeça razoável, com o qual a Fifa pretende apurar, mês a mês, o desempenho de suas 203 associações filiadas. Desde o surgimento, em agosto de 93, os critérios passaram por aprimoramento, até se chegar à fórmula atual, definida dois anos atrás. Mas que, mesmo assim, requer muitos cálculos para apontar a classificação final.O ponto de partida da análise são os jogos de equipes principais de cada país. Isso significa que não são consideradas apresentações de formações juvenis, de juniores ou olímpicas. Há, porém, uma graduação no valor das partidas - um jogo pelas Eliminatórias da Copa vale menos do que um confronto da fase principal do Mundial (na proporção de 1,5 para 2,0). Um amistoso tem peso menor do que um duelo de torneio continental (1,0 para 1,5).A Fifa pondera, ainda, o resultado (vitória, empate, derrota), o número de gols marcados e sofridos, o mando, a importância da partida, a força dos adversários e a qualidade do futebol de cada uma de suas seis regiões - América do Sul, Europa, Américas Central e do Norte, Ásia, África e Oceania.Os dois primeiros continentes são os que apresentam peso maior. Por exemplo, uma vitória do Brasil por 20 a 0 sobre Tonga valeria muito pouco para a seleção da CBF. Mas, se fosse Tonga quem saísse vencedora, certamente iria melhorar muito sua condição atual (178º lugar). Até o empate representaria alguns pontos a favor de Tonga e faria o Brasil despencar.A Fifa não coloca nos computadores todos os jogos disputados pelas equipes em determinado período. Como os compromissos variam entre as seleções, excluem-se algumas de suas apresentações para efeitos de análise. Com todos os dados disponíveis, mais a aplicação dos fatores de correção, é feita a análise e sai a lista mensal. Complicado? Bastante. Vale, mesmo, o senso comum, a sabedoria das arquibancadas. O torcedor sente que seu time vai mal, se perde para o Japão em Jogos Olímpicos, ou para o Equador, nas eliminatórias. Não precisa nem a Fifa dizer.

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