Cambistas vendiam até ao lado da PM

Pásmem. Vergonhoso e escandaloso o trabalho dos cambistas no clássico deste domingo. Se na capital este tipo de comércio ilegal é feito às escondidas, em Mogi Mirim foi na cara dura e em qualquer esquina era possível comprar ingresso. Até perto do Batalhão da Polícia Militar. E desta vez não só por sujeitos mal encarados. Tinha dona de casa, senhoras, crianças e até pessoas vestidas com a camisa de torcida organizada.E nem bem os carros saiam da SP 304 para entrar em Mogi Mirim, já eram abordados. Alucinados, entenda-se desesperados, os vendedores invadiam a pista. "O amigo ajuda aí vai. Te vendo por R$ 20", chegou a oferecer à reportagem da Agência Estado. O preço variava entre 20 e 50 reais. Resultado: dos 17 mil ingressos vendidos antecipadamente, apenas 12.382 pessoas adentraram ao estádio. Ou seja 4.618 torcedores deixaram de curtir o título.Seria do presidente Marcelo Teixeira, do Santos, a responsabilidade. O dirigente trouxe o jogo para o interior, mas nas cativas, local onde acompanhou o clássico, evitou a imprensa. Preferia discutir e dar satisfações a torcedores são-paulinos. "Estamos sendo roubados", acusava, referindo-se à expulsão de Halisson.E Teixeira deu um show de horrores. Cercado por muitos seguranças brutamontes, achava-se o dono da festa. Xingava o árbitro a todo momento. A cada falta, soltava um palavrão. "Vai tomar no c..." Na entrada de Fabão em Fábio Baiano, um possível pênalti. Virou para as tribunas e dirigiu-se ao presidente da FPF, Marco Paulo del Nero. "Pô, Marco, você não está vendo isso?? Fechou a vexatória jornada após Rogério Ceni errar falta. Levantava os braços e batia as mãos.

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