Camisa três do Palmeiras vira mania no Palestra Itália

Lançado em setembro, o novo uniforme ganha fama de 'pé quente' após quatro vitórias em quatro jogos

Amanda Romanelli, Estadão

22 de outubro de 2007 | 20h44

O palmeirense tem se mostrado cada vez mais vibrante. Não só pela campanha do time na reta final do Campeonato Brasileiro - na última rodada, assumiu a vice-liderança, com 54 pontos -, mas porque, a cada partida jogada no Palestra Itália, o verde-limão se destaca na arquibancada. É o sucesso da camisa 3, lançada em setembro, e companheira de quatro vitórias em quatro jogos. Aos poucos, o traje luminoso rivaliza com as meias brancas: é o novo talismã da equipe. Tamanho sucesso se reflete nas vendas. Segundo a Adidas, fornecedora do material esportivo do Palmeiras, foi preciso um rearranjo nas fábricas para dar conta de tantos pedidos. "Tivemos que reprogramar a produção", disse Luciano Kleiman, diretor de marketing da empresa. "As camisas chegam às lojas e se esgotam em horas."  Por questões estratégicas, o número total de camisas vendidas não é divulgado. Mas o balanço das duas primeiras semanas de comercialização dão uma idéia da procura: 20 mil peças sumiram das lojas. Para Kleiman, além proposta inovadora - o verde-limão é considerado moderno e vibrante -, o desempenho da equipe ajudou.  Quando a camisa foi a campo pela primeira vez, no dia 9 de setembro, o Palmeiras vinha de uma seqüência ruim: derrotas para São Paulo (1 a 0) e Cruzeiro (5 a 0), além do empate (1 a 1) com o Botafogo.  De lá para cá, as coisas melhoraram muito - e a cor chamativa serviu até para espantar os tais fantasmas que assombravam a equipe no Palestra Itália. Na "estréia", vitória por 2 a 0 contra o Goiás. No segundo jogo, o arqui-rival Corinthians foi derrotado por 1 a 0. Em seguida, veio o confronto diante do Grêmio: 2 a 0 para o Palmeiras. Bastou para a camisa 3, que nunca foi grande sucesso no Brasil, conquistar a torcida palmeirense. A inovação foi muito bem aceita pelo técnico Caio Júnior e pelo elenco. "Eu não sou supersticioso, mas acho que tudo é motivo para o torcedor apoiar o time", disse o treinador. "Eu gosto da camisa. Ela traz um astral muito positivo." Que o diga Rodrigão, o artilheiro da era verde-limão. "A camisa é pé quente", diz o jogador, que marcou três gols com o uniforme 3: o primeiro contra o Grêmio e os restantes na vitória por 3 a 0 ante o Paraná, no sábado.  Com tantos motivos a favor pelo uso da camisa, Adidas e Palmeiras decidiram: o verde "marca-texto" fica com o time em 2008, quando espera fazer sua estréia em gramados do exterior. Na disputa da Copa Libertadores, naturalmente. Voltas O Palmeiras inicia hoje os trabalhos para o jogo de domingo, contra o Vasco, em São Januário. E Caio Júnior pode ter dois reforços. Os volantes Pierre e Martinez devem voltar à equipe. O primeiro recupera-se de dores na coxa esquerda; o segundo, de uma fratura no nariz.

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