Eduardo Nicolau/Estadão
Eduardo Nicolau/Estadão

Camisas 10 deixam saudade no futebol paulista

Número está vago no Corinthians; Daniel Alves, Soteldo e Luiz Adriano vestem a 10 no São Paulo, Santos e Palmeiras, respectivamente

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2020 | 10h10

Definida a numeração dos times do Campeonato Paulista, é possível afirmar que os camisa 10 deixam saudades. Dentre os quatro grandes do Estado, a 10 do São Paulo é do hoje meio-campista Daniel Alves. O venezuelano Soteldo veste o uniforme que já foi de Pelé no Santos. E o atacante Luiz Adriano ostenta o número no Palmeiras. No Corinthians, a camisa 10 está vaga após o afastamento de Jadson.

Neste cenário, o Estadão separou dez camisas 10 que se destacaram em clubes paulistas e fizeram história no futebol de São Paulo e do Brasil. A lista ainda poderia ser maior, com outros grandes meias que ostentaram a numeração mítica nas costas ao longo de mais de 100 anos de futebol, como Dicá, Giovanni, Edilson e tantos outros.

Pelé

O Rei do Futebol foi campeão paulista com o Santos dez vezes: em 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973. No seu primeiro título estadual, ele foi o artilheiro do campeonato com 58 gols. Pelé soma outros 27 troféus na carreira, entre eles três de Copa do Mundo (1958, 1962 e 1970). Foi quem deu à 10 sua mística.

Ademir da Guia

Ídolo do Palmeiras, ele conquistou o Paulistão cinco vezes: em 1963, 1966, 1972, 1974 e 1976. Fez parte do time que ficou conhecido como "Academia de Futebol". Também soma cinco títulos brasileiros com a equipe alviverde (1967, 1967, 1969, 1972 e 1973).

Rivellino

Não chegou a conquistar título paulista com o Corinthians, mas é considerado um dos maiores camisas 10 do Brasil. Foi campeão da Copa do Mundo de 1970 com a seleção. Após a decisão do Paulistão de 1974, Rivellino deixou o Corinthians e foi para o Fluminense. Para muitos, é o melhor jogador que o Corinthians já teve.  

Neto

É outro camisa 10 que ficou marcado na história do Corinthians. Foi campeão paulista pelo time alvinegro, em 1997, e pelo São Paulo, em 1987. Pelo Guarani, onde foi revelado, foi um dos principais jogadores da campanha que terminou com o vice do Estadual em 1988. Também atuou por Santos e Palmeiras, mas teve passagens apagadas.

Raí

Ídolo e atualmente diretor de futebol do São Paulo, o ex-camisa 10 conquistou o Paulistão cinco vezes: em 1989, 1991, 1992, 1998 e 2000. Em 1991, inclusive, ele foi o artilheiro do campeonato, com sete gols. Raí ainda soma outros títulos importantes no currículo, como a Copa do Mundo de 1994 com a seleção brasileira e o Mundial de Clubes de 1992 com o São Paulo. Dava muita elegância ao meio de campo do São Paulo.

Rivaldo

Revelado no Paulistão de 1992 pelo Mogi Mirim, o ex-camisa 10 foi campeão paulista com o Palmeiras, em 1996. Eleito o melhor jogador do mundo em 1999, Rivaldo soma diversos títulos no futebol europeu e ainda vestiu a 10 na conquista da Copa do Mundo de 2002 com a seleção brasileira. Fazia gols bonitos.

Dener

Um dos jogadores mais promissores do Brasil no início da década de 90, Dener teve a carreira abreviada ao morrer com 23 anos em um acidente de carro. Destacou-se pela Portuguesa, com 141 jogos e 24 gols, até ser vendido ao Vasco. É conhecido como "Reizinho do Canindé". Driblava com objetividade e muita velocidade.

Djalminha

Revelado pelo Flamengo, o ex-meia chegou ao futebol paulista em 1993, no Guarani. Mas foi no Palmeiras, a partir de 1996, que teve grandes atuações até se transferir para o Deportivo La Coruña, da Espanha. Conquistou o Paulistão de 1996 e soma passagens pela seleção brasileira. Tinha muita categoria.

Alex

Mais um meia que brilhou com a camisa 10 do Palmeiras. Não chegou a ser campeão paulista, mas conquistou a Libertadores da América de 1999 pelo clube. Também teve grande destaque no Cruzeiro e no Fenerbahçe, da Turquia, além de somar convocações para a seleção brasileira.

Ricardinho

Começou a brilhar no futebol paulista pelo Corinthians, a partir de 1998. Conquistou o Paulistão em 1999 e 2001 e ainda soma outros títulos importantes, como o Mundial de Clubes da Fifa de 2000. Usava a 11, mas logo assumiu a 10. Também teve passagem de destaque pelo Santos, onde conquistou o Brasileirão de 2004. Entre os dois clubes, teve passagem apenas razoável pelo São Paulo, onde foi 10 legítimo.

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