Odd Andersen/AFP e Franck Fife/AFP
Odd Andersen/AFP e Franck Fife/AFP

Camisas 10, Mbappé e Hazard podem fazer a diferença em São Petersburgo

Representantes de famílias tão ligadas ao futebol, os dois assumiram papéis de protagonistas dentro de campo na Copa do Mundo

Ciro Campos, enviado especial / São Petersburgo, O Estado de S.Paulo

10 Julho 2018 | 05h00

Kylian Mbappé e Eden Hazard são mais do que craques de França e Bélgica e camisas 10 de suas respectivas seleções em busca da vaga nesta terça-feira, 10, na final da Copa. Os dois levam a campo em São Petersburgo a tradição de famílias dedicadas ao esporte e orgulhosas dos exemplos que ambos têm produzido na Rússia ao longo desta competição para os irmãos, também jogadores profissionais.

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Mbappé é filho de Wilfried, um ex-treinador de futebol de times nos arredores de Paris, e de Fayza, jogadora de handebol. Desde menino o craque francês esteve envolvido com o esporte, incentivado pelo pai, e viu em casa o irmão adotivo Jires Kembo Ekoko despontar para o futebol. Dez anos mais velho que Kylian, o atacante que atua no futebol turco entrou para a família após começar a ser treinado por Wilfried na escolinha. A qualidade de Mbappé deixa a Bélgica atenta. Nesta segunda-feira, 9, o atacante foi poupado do treino da seleção francesa. Com dores musculares causadas pelo excesso de jogos, ganhou descanso, mas apesar disso está confirmado para a partida semifinal.

O grande companheiro de Hazard na seleção belga, o meia Kevin de Bruyne, elogiou bastante a qualidade do camisa 10 rival. “Ele é uma estrela na França. Agora ele está em um grande time e está jogando muito pela seleção. É um jogador diferente, uma estrela. Está tendo uma temporada fantástica, mas vamos tentar pará-lo”, afirmou.

No caso de Hazard, a presença familiar do futebol é ainda maior. O pai Thierry foi volante de equipes pequenas da Bélgica e se casou com Carine, atacante de clubes belgas. A mãe de Hazard só parou de jogar quando estava nos meses finais da primeira das quatro gestações dos filhos. Não por acaso, todos os meninos se tornaram atletas, para orgulho do casal esportista. O craque belga, inclusive, brincou em entrevistas passadas que desde antes de nascer já chutava a bola. Com quatro anos, ele começou a treinar e aos 16 anos já jogava como profissional na liga francesa.

 

O camisa 10 belga tem 27 anos e é o filho mais velho do casal. Logo depois dele, nasceu Thorgan, também atacante que também faz parte do elenco dos Diabos Vermelhos que disputa a Copa do Mundo da Rússia. Os outros dois ainda estão no começo da carreira e não atingiram o mesmo nível dos mais velhos. O caçula se chama Ethan, enquanto o terceiro, curiosamente, leva o nome de Kylian, xará do Mbappé que Hazard tentará derrotar nesta terça na primeira semifinal da Copa.

Neste Mundial os dois representantes de famílias tão ligadas ao futebol assumiram papéis de protagonistas dentro de campo. Na França se esperava que talvez Griezmann pudesse ser a estrela. No entanto, Mbappé já marcou três gols, tem sido decisivo e desponta como candidato a ser premiado ao fim da disputa, seja como o craque da competição ou, certamente, como a revelação do torneio.

Do outro lado, Hazard cresceu em importância na Bélgica ao se tornar capitão. As seis temporadas no Chelsea deram ao jogador a responsabilidade de liderar o time. Em campo, ele tem correspondido. Foram dois gols marcados até agora.

 

 

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