Campeã do mundo, Itália estreia com empate na Copa

Azurra começa perdendo para o Paraguai, mas busca empate na Cidade do Cabo

LUIZ RAATZ - estadão.com.br

14 de junho de 2010 | 17h20

SÃO PAULO -Ao contrário da Alemanha, que surpreendeu com um futebol ofensivo na estreia da Copa, a Itália começou a luta pelo penta na África do Sul como a boa e velha Azurra de sempre. Os campeões mundiais empataram com o Paraguai em 1 a 1 debaixo de chuva na Cidade do Cabo em um jogo de muita marcação e taticamente bem disputado. Os gols saíram de jogadas de bola parada.

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O técnico Marcello Lippi até tentou inovar, colocando três atacantes - Iaquinta, Gilardino e Pepe - para agredir os sul-americanos, mas boa defesa paraguaia conseguiu neutralizá-los.

Pelo lado do Paraguai, Lucas Barrios, nascido na Argentina e que se naturalizou às pressas para substituir Salvador Cabañas, que se recupera de um tiro na cabeça desde janeiro, teve uma atuação discreta.

A partida entre as duas seleções tradicionalmente conhecidas pelos seus bons sistemas defensivos foi um verdadeiro duelo tático.

A Itália começou melhor, controlando a posse de bola e pressionando o Paraguai no campo de defesa. Os latino-americanos respondiam alçando a bola na área italiana. Até a metade do primeiro tempo a Azurra dominou. Mas os paraguaios conseguiram acertar a marcação e equilibrar a partida.

Paraguai  PARAGUAI 1
Villar, Bonet, Da Silva, Alcaraz e Morel; Cáceres  , Riveros, Torres (Santana) e Vera; Barrios (Cardoso) e Valdez (Santa Cruz)
Técnico: Gerardo Martino
Itália  ITÁLIA 1
Buffon (Marchetti), Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Criscito; De Rossi, Montolivo e Marchisio (Camoranesi) ; Pepe, Gilardino e Iaquinta (Di Natale)
Técnico: Marcello Lippi
Gols: Alcaraz aos 38 do primeiro tempo e De Rossi aos 18 do segundo.

Árbitro: Benito Archundia (México)

Estádio: Green Point, na Cidade do Cabo

O que se viu em seguida foi uma batalha encarniçada pela posse de bola, mas sem reais chances de gol. A partida vinha muito pegada e muito marcada. Uma movimentação no placar só poderia sair de uma bola parada. E foi o que aconteceu. Torres cobrou falta na área e o zagueiro Alcaraz subiu no terceiro andar para fulminar Buffon. 1 a 0.

Ao fim do primeiro tempo, os números comprovavam o equilíbrio. A Itália ficou com a bola em 52% do tempo, contra 48% do Paraguai. Cada equipe finalizou uma vez no gol adversário e outras três cada uma para fora.

A Itália voltou para o segundo tempo sem Buffon, que sentiu o nervo ciático. Irônico para uma seleção acusada de estar envelhecida. Seis dos 11 titulares participaram da campanha do tetra. A média de idade do elenco italiano é de 28 anos e 11 meses, a quarta mais alta da Copa.

O Paraguai seguia perigoso. Vera recebeu pela direita do ataque e chutou muito perto do gol de Marchetti. Lippi então mexeu no time. Colocou o veterano Camoranesi, no lugar de Marchisio, que era o responsável pela armação. Deu resultado. Após cobrança de escanteio de Pepe, Villar falhou feio e De Rossi completou para o gol.

O Paraguai tentou reagir colocando Roque Santa Cruz em campo no lugar de Valdez, que vinha produzindo pouco. Gilardino, também sumido pela Itália, saiu para dar lugar a Di Natale. No entanto, após o gol as oportunidades de gols continuaram raras. Montolivo teve uma boa chance aos 37, de fora da área, mas Villar espalmou.

 

 

Enquanto o Paraguai atuou num 4-4-2, a Itália jogava em um  4-3-3. Os três homens de meio campo da Itália, Marchisio (15), Montolivo (22) e De Rossi (6) Marcavam em cima a linha de três armadores do Paraguai, composta por Vera (13), Riveros (16) e Torres (17). Gilardino (11) acompanhava o volante Cáceres (15). A linha de quatro zagueiros, composta por Zambrotta (19), Cannavaro (5), Marchisio (4) e Criscito (3) segurava Barrios (19) e Valdez (18). 

Do lado paraguaio, por sua vez, os três meias também marcavam os volantes italianos, Cáceres grudava em Gilardino e os laterais Bonet (6) e Morel (3) marcavam Pepe (7) e Iaquinta (9).

 

 

 

 

 

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