Thomas Sanson/AFP
Thomas Sanson/AFP

Campeão como jogador e técnico, Deschamps teme por Copa banalizada com torneio a cada 2 anos

Treinador francês se demonstra contra a ideia da Fifa de mudar calendário das competições de seleções

Redação, Estadão Conteúdo

30 de setembro de 2021 | 13h48

O técnico da seleção da França, Didier Deschamps, campeão mundial em 1998, como jogador, e em 2018, como treinador, se mostrou contra nesta quinta-feira à iniciativa da Fifa de realizar uma Copa do Mundo a cada dois anos.

"Me dá a impressão de que a banalizaria, nas não conheço todos os interesses. Estamos acostumados a que seja a cada quatro anos e está bem assim. Mas, se os interesses da maioria mudam, podemos chegar a isso", disse o ex-volante, em entrevista coletiva.

Deschamps ainda brincou sobre o novo calendário internacional, que a Fifa propõe para depois de 2028, ao afirmar que já não está mais no comando da seleção francesa. "Não estarei envolvido. Assistirei pela televisão", disse o técnico.

A Fifa apresentou recentemente a proposta de debater a mudança no calendário internacional, o que resultaria na realização do torneio a cada dois anos. Essa mudança, se aprovada, seria colocada em vigor a partir de 2028 e a mesma periodicidade sendo aplicadas aos torneios continentais — como Eurocopa e Copa América —, já partir de 2025.

Recentemente, a Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla em inglês) exigiu da Fifa "um acordo" sobre a reforma do calendário internacional, lembrando a entidade de suas obrigações e lamentando "a ausência de uma verdadeira consulta" sobre o seu projeto. Em um comunicado oficial, se diz totalmente contra a ideia. Ela prefere valorizar as competições de clubes no continente. Anteriormente, presidente da Uefa, o esloveno Aleksander Ceferin, e a Conmebol, através de seu mandatário, o paraguaio Alejandro Domínguez, também demonstraram que são contra a realização de um Mundial de dois em dois anos. 

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