Yuri Kadobnov / AFP
Yuri Kadobnov / AFP

Campeão do mundo em 1990, Matthäus diz que 'algo tem de mudar' na seleção alemã

Ex-meiocampista elogia trabalho anterior de Löw, mas transparece que não seria contra mudança no comando

Estadão Conteúdo

28 Junho 2018 | 11h30

Um dia depois de a Alemanha ser derrotada pela Coreia do Sul por 2 a 0, em Kazan, e dado adeus à Copa do Mundo da Rússia de forma vexatória já na primeira fase da competição, o ex-capitão do time nacional que foi campeão do Mundial de 1990, Lothar Matthäus, afirmou nesta quinta-feira que "algo tem de mudar" após este fracasso.

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Enquanto os comandados pelo técnico Joachim Löw viajavam de volta para o seu país, o ex-meio-campista não escondia o seu descontentamento com a surpreendente eliminação. "Perdemos nosso espírito de equipe. Tudo que foi bom há quatro anos, no Brasil, estava indo mal na Rússia, e eu penso que esta equipe agora está no avião a caminho da Alemanha", afirmou o ex-jogador.

Já ao ser questionado se Löw deveria ser demitido do cargo de treinador da Alemanha, com a qual ainda tem contrato até a Copa de 2022, no Catar, Matthäus deixou transparecer que não seria contra uma possível alteração de comando na seleção.

"Algo tem de mudar, sem dúvida, porque o desempenho da seleção alemã aqui na Rússia não foi digna de uma equipe alemã. Se Löw cometeu erros ou quais jogadores cometeram erros, eu acho que todos fizeram parte disso", completou o ídolo alemão, que liderou dentro de campo a seleção que faturou o tricampeonato mundial na Itália, há 28 anos.

 

Matthäus reconheceu que anteriormente o comandante realizou um "ótimo trabalho", que resultou na conquista da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, mas ele enfatizou que este Mundial será para a Alemanha "esquecer". E o ex-atleta deixou claro que não ficou satisfeito com as decisões mais recentes tomadas pelo comandante e com a atitude dos atletas nesta Copa.

"Talvez tenham sido convocados os jogadores errados. E eles não jogaram com paixão. Eles não jogaram com linguagem corporal. Eles não tiveram velocidade no jogo. Muitas coisas que eles nos deram na Copa do Mundo de quatro anos atrás foram perdidas neste Mundial", opinou o ex-meio-campista de 57 anos, que em 1991 também chegou a ser eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa.

 

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