Paulo Fernandes/Vasco
Paulo Fernandes/Vasco

Campello garante ser oposição a Eurico, mas diz que 'voto não se nega'

Novo presidente do Vasco foi eleito por decisão sem precedentes do Conselho Deliberativo do clube

Estadão Conteúdo

20 Janeiro 2018 | 20h14

Um dia após ser eleito presidente do Vasco, Alexandre Campello concedeu entrevista coletiva para comentar a sua vitória, definida por uma decisão sem precedentes do Conselho Deliberativo do clube, que nunca antes havia contrariado a votação dos sócios, que haviam optado por Julio Brant. Para isso, contou com o apoio de Eurico Miranda, algo que o recém-eleito tratou de minimizar neste sábado.

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Campello tentou justificar os gritos de "Eurico" de alguns sócios após a divulgação da sua vitória, defendendo se tratar de uma rivalidade entre Brant e o ex-presidente. "Sobre os gritos, existem vários 'Euriquistas'. Não vamos calar os beneméritos. O Eurico estava tirando onda com o Julio. Não faço isso, sou sério", afirmou Campello, que fazia parte da chapa de Julio Brant e seria seu vice-presidente geral, mas acabou rompendo com o antigo aliado para se candidatar à presidência.

Assim, Campello tentou adotar o discurso de que a vitória foi dele e da oposição do Vasco, e não de Eurico, apesar do reconhecimento de que teve o apoio do ex-presidente vascaíno. Ao criticar a postura de Brant, ele avaliou que o candidato derrotado já se considerava vencedor e não respeitou os conselheiros beneméritos do clube.

"Se julgaram eleitos, agiram com arrogância. Precisam respeitar os poderes. Se fossem eleitos, o Vasco seria ingovernável. Nossa vitória foi esmagadora. Os números falam por si só. Não se nega voto", declarou Campello, que teve 154 votos contra os 88 de Brant.

A posse de Campello como presidente do Vasco será na próxima segunda-feira. E ele assegurou que a sua gestão mostrará no dia-a-dia não ter nenhuma influência de Eurico, mesmo que tenha sido apoiado por ele na votação de sexta. "No futebol, a resposta é dentro de campo", comentou.

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