Campeões criticam apatia da seleção contra a França

Tetracampeões pelo Brasil em 1994, os ex-jogadores Jorginho e Raí criticaram a atuação da seleção brasileira após a derrota para a França por 1 a 0 neste sábado, em Frankfurt, pelas quartas-de-final da Copa Mundo. Além deles, o ex-zagueiro Piazza, titular do tricampeonato em 1970, no México, também destacau a apatia do time de Carlos Alberto Parreira. Para o atacante Edílson, campeão em 2002, faltou preparação. Jorginho "Não jogar bem, faz parte do futebol. Mas acho que faltou o espírito de competitividade e coração a alguns jogadores. Não digo isto de forma generalizada, os jogadores da defesa demonstraram mais vibração, por exemplo." "As substituições do Parreira foram bem feitas, mas foram muito tarde e já não havia muito mais tempo para que eles pudessem ajudar." Raí "A defesa foi bem, mas o restante deixou a desejar. Do meio para frente, o Zé Roberto teve o melhor desempenho, ele chamou a responsabilidade. O Ronaldo estava cansado. Nos últimos 10 ou 15 minutos chamou a responsabilidade, criou duas ou três oportunidades, mas nada que levasse perigo. A França foi superior em tudo e soube usar os espaços. O Brasil teve uma marcação passiva e não soube se impor em nenhum momento." Piazza ?Foi um time que pareceu não estar disputando uma decisão. O Brasil pareceu uma equipe pequena. É difícil acreditar. Confesso que se fosse a Argentina, Itália, mas perder para a França não esperava. E até acho que se tivéssemos entrado com sentimento de revanche, vingança, talvez até pudesse ter jogado mais, porque o Brasil vendeu barato a derrota. E eles precisam ter consciência da culpa. Tivemos valores individuais como nenhuma outra seleção, mas não conseguimos montar um time, como aconteceu em 70.? Edílson "O Brasil jogou mal diante da França, assim como jogou durante toda a Copa do Mundo. Não seria justo apontar um culpado, porque não houve. Todos tiveram a sua parcela de culpa nessa eliminação da Copa do Mundo. O grande problema do Brasil foi a fase preparatória. A seleção deveria ter feito mais amistosos e contra equipes mais fortes para exigir mais dos jogadores. A partir de agora é hora de repensar tudo e fazer renovação em várias posições. Vamos tirar lições do que aconteceu para não voltar a cometer erros"

Agencia Estado,

01 Julho 2006 | 18h51

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