TV Estadão | 30.08.2015
TV Estadão | 30.08.2015

Cinco motivos que explicam a arrancada do Santos no Brasileiro

Time da Vila está há dez rodadas sem perder e cola nos líderes

O Estado de S. Paulo

02 de setembro de 2015 | 09h00

O Santos entra em campo somente neste quinta-feira, contra a Chapecoense, ansioso para dar o último passo de sua franca recuperação e se juntar ao pelotão de frente do Brasileiro. Desde a chegada do técnico Dorival Júnior, o time da Vila Belmiro só fez subir na tabela. Ameaçado pela zona de descenso, saltou para a parte intermediária da classificação. Faz dez rodadas que não amarga o dissabor da derrota. Se bater a Chapecoense em casa nesta quinta, vai para 33 pontos e se coloca como intruso entre os que brigam pelo G-4. O Estadão aponta cinco motivos que podem explicar a virada do Santos e sua arrancada no Nacional.

1 - MUDANÇA NA DEFESA

Dorival Júnior sacou Werley, que vinha errando demais na zaga e comprometendo o rendimento do time. Ele deu chance para o garoto Gustavo Henrique. O novo zagueiro mostrou-se mais seguro e confiante e o setor passou a errar menos. Gustavo Henrique estava com a seleção brasileira na conquista do bronze do Pan de Toronto. O grupo aceitou bem a mudança.

2 - ESQUEMA TÁTICO

Dorival deixou o Santos com suas linhas mais compactadas. Defesa, meio de campo e ataque estão mais próximos um do outro, de modo a evitar que os setores deixem buracos para o adversário jogar. O maior problema antes da chegada do novo técnico era o campo que o time dava para os rivais entre a defesa e o meio. Além de correr riscos, a situação defeituosa fazia com que os jogadores santistas se desgastassem mais do que o necessário para recuperar a bola e ajeitar a marcação. Fechar os buracos. Isso não existe mais.

3 - LUCAS LIMA 

O jogador tem feito a diferença para o Santos. É hoje talvez um dos três melhores jogadores do Brasileiro, se não for o melhor. Sua movimentação é constante no meio de campo, incansável em todos os setores. Marca, mas não abre mão de chegar ao ataque com qualidade e bons passes. Além de fazer seus golzinhos, tem qualidade para deixar os companheiros na cara do gol. Tanto se destaca no torneio que convenceu o técnico Dunga a convocá-lo para os amistosos da seleção contra Costa Rica e Estados Unidos.

4 - O ARTILHEIRO

Quando o Santos contratou o centroavante Ricardo Oliveira, muita gente na Vila torceu o nariz. Veterano, o jogador não combinava com a cara do time jovem e de muita correria do clube. Não é que combinou. Ricardo Oliveira é o artilheiro do Brasileiro, com 12 gols. Não é muito para as 21 rodadas da disputa, mas ele é o primeiro da lista dos goleadores. O segundo colocado tem 9 gols: Prato (Atlético-MG) e Jadson (Corinthians). Ricardo Oliveira deu ao Santos aquela pitada de experiência e maturidade em meio a tantos jovens. A receita dá certo. Sem dúvida, ele é um dos caras que arrastam torcedores para a Vila Belmiro.

5 - RECUPERAÇÃO DE GABRIEL

A maior promessa do Santos depois de Neymar estava em baixa com Marcelo Fernandes. Ele havia se desentendido com o treinador anterior, Enderson Moreira, e amargava fase ruim. Com Dorival Júnior, sua estrela voltou a brilhar. O garoto, bom de bola, também mudou de posição, passando a tuar mais aberto pela direita, colocando correria nos marcadores. Gabriel também voltou a balançar as redes. E a sorrir.

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