TV Estadão | 02.09.2015
TV Estadão | 02.09.2015

Arbitragem rouba a cena na abertura da 22ª rodada do Brasileiro

Trio do apito é pressionado nos principais jogos por cometer erros

O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2015 | 11h01

Mais uma vez a arbitragem rouba a cena na rodada do Campeonato Brasileiro, basicamnete em todas as partidas de abertura dessa 22ª rodada. Não há dirigente, treinador e jogador feliz e satisfeito com os juízes do Campeonato Brasileiro. Juízes e bandeirinhas, diga-se. Como o Nacional entra em fase decisiva tanto para quem briga pelo título e por vagas na Libertadores quanto para quem tenta salvar a pele e evitar o rebaixamento, qualquer erro de arbitragem provoca a ira de quem é prejudicado. E as reclamações são gigantescas. Boa parte com razão. A CBF e a Comissão de Arbitragem, comandada pelo ex-juiz Sérgio Correa, ainda não se manifestaram sobre o assunto. O Estadão aponta alguns lances contestados dos assopradores na rodada desta quarta.

GOIÁS 1 X 0 PALMEIRAS

Houve pênaltis não marcados dos dois lados. O critério de mão na bola ou bola na mão ainda não está claro para os árbitros, que começam a decidir subjetivamente nos lances. Ora marcam, ora não marcam. Leandro Pedro Vuaden não validou gol limpo de Lucas Barrios, prejudicando o Palmeiras.

CORINTHIANS 2 X 0 FLUMINENSE

O líder do Campeonato Brasileiro fez por merecer a vitória, jogou melhor que o Flu. Mesmo assim, o trio de arbitragem liderado por Sandro Meira Ricci prejudicou o time carioca no Itaquerão, anulando gol legítimo de Cícero, que não estava impedido como marcou o bandeira e apitou o juiz. Havia um jogador do Flu em condição irregular, mas ele não participou da jogada. Cícero, que dominou a bola e fez o gol, não estava impedido. Errou Meira Ricci. "É melhor nem falar da arbitragem", disse o técnico Enderson Moreira.

PONTE 1 X 2 CRUZEIRO

Diante de quase 6 mil pessoas no Moisés Lucarelli, Emerson Luiz Sobral, de Pernambuco, abusou do direito de atrapalhar o jogo, irritando treinadores e jogadores dos dois lados. Ele e seus assistentes deixaram de marcar dois pênaltis, um para cada lado. A Ponte reclamou mais porque a infração foi mais clara em sua avaliação. O trio também não validou gol bom de Borges.

ATLÉTICO-MG 0 x 1 ATLÉTICO-PR

No Independência, o que não faltou foi reclamação dos cartolas mineiros. Houve até agressão verbal nas redes sociais por parte o ex-presidente Alexandre Kalil, que chamou o árbitro Marcelo de Lima Henrique de 'vagabundo', e disse que o chefe da arbitragem, Sérgio Correa, trabalha com uma camisa por baixo do terno. O trio em Minas marcou dois impedimentos clamorosos contra o Atlético-MG, ambos em jogadas que poderiam resultar em gols, em contra-ataques. Um deles foi em lance de Thiago Ribeiro e o outro de Lucas Pratto. De quebra, expulsou o lateral Marcos Rocha após amarelo discutível e reclamação em outra falta mais adiante. "Pô, foi falta", relatou o juiz sobre a reclamação do lateral do Atlético. O árbitro também não deu pênalti de Leandro Donizete, do Atlético-MG, em Nikão, do visitante. Há quem defenda que o jogador simulou.

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