Daniele Mascolo / Reuters
Daniele Mascolo / Reuters

Campeonato Italiano se compromete a concluir temporada apesar da oposição de sete clubes

Times acreditam que retorno das partidas traria risco incalculável às pessoas envolvidas na realização dos jogos

AFP, AFP

21 de abril de 2020 | 07h00

O Campeonato Italiano insistiu nesta segunda-feira no compromisso de concluir a temporada, que no momento está suspensa devido à nova pandemia de coronavírus, apesar de sete clubes se oporem à retomada do torneio.

Brescia, Torino, Sampdoria, Udinese, SPAL, Genoa e Cagliari não querem voltar a jogar devido ao "risco incalculável" que isso implica, segundo a imprensa italiana.

Seis desses clubes (exceto o Cagliari) são do norte do país, a área mais afetada pela pandemia de Covid-19, que já matou mais de 24.000 pessoas.

O conselho do Lega, que organiza o campeonato, insistiu nesta segunda em "confirmar por unanimidade sua intenção de concluir a temporada 2019-2020 se o governo permitir jogar, cumprindo as regras de proteção e segurança sanitária", declarou a entidade em um comunicado.

O futebol foi suspenso na Itália em 9 de março e as medidas de contenção permanecerão em vigor até pelo menos o dia 3 de maio. O ministro dos Esportes, Vincenzo Spadafora, vai se reunir no meio da semana com dirigentes da Federação Italiana (FIGC), mas alertou que não é certo que os clubes da Serie A possam voltar a treinar.

"Não estou dando garantias de que se possa voltar aos treinos no dia 4 de maio, se as condições não existirem no país", disse Spadafora ao canal Tg2 Post. "O esporte não é apenas futebol e não é apenas a Serie A", acrescentou o ministro, que também alertou que "o retorno aos treinos não significa a retomada do campeonato".

Ao mesmo tempo, o médico do Torino, Rodolfo Tavana, que representava os clubes da Serie A na comissão médica da FIGC e que deveria assessorar na criação do protocolo para a retomada das atividades futebolísticas, apresentou sua demissão.

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