Campinas: investigações estão atrasadas

As investigações sobre a morte do torcedor Ânderson Ferreira Tomás, o Conde, da Torcida Jovem da Ponte Preta, estão paradas devido ao trâmite burocrático. O flagrante foi registrado na segunda-feira, no 1.º Distrito Policial (DP) de Campinas, mas, em seguida, o inquérito deveria ser encaminhado ao 10.º DP, sob o comando do delegado Marcel Trevisan. Como isso ainda não aconteceu, o setor de Homicídios não foi notificado oficialmente e não pode agir. Esta morosidade das polícia também explica o desaparecimento de Marcos Paulo Moraes, o Fofo, líder da facção campineira da Torcida Independente - a maior organizada do São Paulo e uma das mais temidas do interior paulista - e apontado como ?cabeça? do grupo que espancou Conde. O são-paulino foi jurado de morte por ponte-pretanos, que querem vingança. Com relação aos dois torcedores já presos, após serem reconhecidos por testemunhas, foram transferidos para o Complexo da Cadeia Pública de Hortolândia. Conde foi morto na manhã de segunda após confronto com um grupo de 15 torcedores rivais ao lado do Moisés Lucarelli, onde acontecia a distribuição de ingressos para o jogo entre Ponte Preta e São Paulo, remarcado pelo STJD devido ao escândalo de arbitragem. O torcedor ponte-pretano foi espancado, sofreu muitas pancadas na cabeça, com paus e ferros, e morreu vítima de traumatismo crânio-encefálico. Sete torcedores foram detidos e dois acusados formalmente após serem reconhecidos por testemunhas. Fofo é o terceiro acusado como co-autor do homicídio duplamente qualificado.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2005 | 19h31

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