Campinense reclama do rebaixamento e acusa Fortaleza

A primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro terminou domingo, com a definição dos quatro times rebaixados e dos oito times que vão continuar lutando pelo acesso à Série B e pelo título da temporada. Mas dois clubes rebaixados prometem ir à Justiça para continuarem na terceira divisão: Rio Branco-AC e Campinense-PB.

AE, Agência Estado

19 de setembro de 2011 | 18h48

O rebaixamento do time paraibano envolveu dois jogos polêmicos, ambos no sábado, pelo Grupo B. Em Campina Grande, o time da casa venceu o Guarany-CE por 1 a 0, mas, para não ser rebaixado, dependia do resultado do jogo do Fortaleza, que abriu a rodada com saldo de gols menor.

O jogo na Paraíba já tinha terminado quando o Fortaleza vencia o CRB, por 2 a 0, resultado insuficiente, já que o time da capital cearense precisava de quatro gols de saldo. Os dois gols restantes saíram no final, deixando para o Campinense a sensação de ter sido vítima de uma armação. Imagens disponíveis na internet mostram o atacante Carlinhos Bala, do Fortaleza, avisando os jogadores adversários que faltava um gol, logo após os cearense fazerem 3 a 0. Além disso, um membro da comissão técnica do Fortaleza corre para conversar com o goleiro do CRB, atitude considerada suspeita pelo Campinense.

Com a vitória por 4 a 0, o Fortaleza igualou o saldo de um gol negativo do Campinense, mas acabou beneficiado por outro critério de desempate, o número de gols marcados: 11 a 7.

Ao final da tarde desta segunda-feira, o Campinense, amparado pela Federação Paraibana, entrou com representação junto à CBF. Segundo o presidente do clube paraibano, William Simões, o Campinense vai atrás do que julga ser seu direito. "A situação foi tão grave que até o Guarany, parte interessada, vai entrar como litisconsorte, oferecendo denúncia contra as supostas irregularidades. Estamos entrando com um pedido de impugnação junto ao STJD".

MAIS PROTESTOS - O Rio Branco foi julgado na sexta feita pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e punido por ter recorrido à Justiça comum tentando manter o direito de mandar seus jogos na Arena da Floresta, estádio vetado pelo departamento técnico da CBF. O clube, que liderava o Grupo A, acabou punido com a eliminação da competição. Como ainda cabe recurso à decisão, os dirigentes acreanos esperam uma definição antes do início da nova fase da Série C. Até lá, acreditam ser possível reverter a decisão do STJD.

Outro clube punido foi o Brasil-RS, que perdeu seis pontos por ter se utilizado de um jogador de forma irregular, ainda na primeira rodada. A decisão já foi tomada pelo Tribunal Pleno do STJD e, portanto, não há como recorrer, apesar dos protestos dos gaúchos.

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