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Seleção do Canadá encerra greve, mas negociação sobre premiação na Copa do Mundo continua

Jogadores se recusaram a disputar amistoso com o Panamá no domingo, em forma de protesto; atletas reivindicam 40% do prêmio a ser recebido pela participação no Mundial do Catar

Redação, Estadão Conteúdo

07 de junho de 2022 | 01h02

Após se recusarem a disputar amistoso com o Panamá no domingo, como forma de protesto, os jogadores da seleção do Canadá encerraram a greve e voltaram a treinar durante a segunda-feira. Apesar disso, deixaram claro que não houve um acordo com os dirigentes sobre a lista de reivindicações, que inclui o pedido por uma fatia maior da premiação pela participação na Copa do Mundo.

"Nós decidimos voltar a treinar para a preparação para a Copa do Mundo do Catar. Para deixar claro, nós não conseguimos um acordo com a Associação Canadense de Futebol. Os jogadores se reuniram com dirigentes do futebol canadense na noite de domingo e continuaram o processo de negociações, mas ainda há respostas a serem respondidas e ações a serem tomadas", diz o comunicado assinado pelos atletas.

Todas as seleções classificadas para a Copa do Mundo recebem um pagamento da Fifa. Neste ano, o valor mínimo deve ser cerca de US$ 10 milhões (R$ 48,8 milhões), quantia garantida aos times eliminados na fase de grupos. Conforme a competição avança, a bonificação também aumenta.

Os jogadores do Canadá reivindicam 40% do total que será recebido, enquanto a Associação Canadense de Futebol propõe a divisão de 60% do prêmio entre as seleções masculina e feminina. Os 40% restantes ficariam com a associação. No comunicado em que falou sobre a proposta, a entidade disse que os atletas pediram, inicialmente, 75% do dinheiro.

A movimentação dos jogadores começou por causa de uma desconfiança sobre a relação entre a Associação e a Canadian Soccer Business, empresa contratada para representar parcerias corporativas e direitos de transmissão e distribuição das seleções canadenses de futebol. Os atletas pedem maior transparência sobre essa relação.

Além disso, reivindicaram um "pacote compreensivo para amigos e familiares" acompanharem a Copa do Mundo no Catar. Também foi pedido o desenvolvimento da liga feminina e um esquema de compensação equitativa para os times masculino e feminino. Segundo o canal canadense TSN, entretanto, a proposta não agradou a equipe feminina. "A seleção feminina não aceitará um acordo que não ofereça igualdade salarial", afirmou em comunicado.

Os jogadores treinaram normalmente na segunda-feira, como mostram fotos publicadas nas redes sociais da própria Associação Canadense de Futebol. Eles se preparam para enfrentar Curaçau em amistoso marcado para quinta-feira. Segundo a entidade, novas reuniões sobre as reivindicações dos atletas devem ser realizadas nos próximos dias.

"Os dirigentes da Canada Soccer e os jogadores da seleção nacional masculina se encontraram na noite de domingo para continuar o processo de negociação. Os jogadores vão treinar normalmente e novas reuniões foram agendadas para buscar uma solução".

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