Candidata a sede da Copa, Bélgica cobrará indenização se fraude for provada

Candidata derrotada na briga para receber a Copa do Mundo de 2018, a Bélgica prometeu entrar com ação na Fifa se for comprovada a fraude na escolha do Catar como sede. A federação do país se mostrou atenta às investigações e prometeu cobrar uma indenização da principal entidade do futebol mundial se as acusações de corrupção no processo forem confirmadas.

Estadão Conteúdo

18 de junho de 2015 | 10h41

O presidente da federação belga, François de Keersmaecker, disse ao jornal local Het Nieuwsblad que "se a fraude for provada, está claro que nós vamos cobrar os danos que sofremos". Na última quarta-feira, a Justiça da Suíça detalhou casos de possível lavagem de dinheiro na investigação sobre as candidaturas para as Copas de 2018 e 2022.

Trata-se de mais uma página no longo escândalo de corrupção que envolve a Fifa nas últimas semanas e culminou, entre outras coisas, nas prisões de diversos dirigentes, inclusive José Maria Marin, e no anúncio da renúncia do presidente Joseph Blatter. Com as investigações longe do fim, a tendência é que novos casos estourem em breve.

É nisso que aposta a Bélgica, que lançou uma candidatura conjunta com a Holanda pela Copa de 2018, terminando em terceiro na votação para a sede. De acordo com o levantamento do Het Nieuwsblad, a federação belga gastou 450 mil euros do total de 4,5 milhões desembolsados pelo país no processo. "A federação botou muito dinheiro e esforço nisso", limitou-se a comentar De Keersmaecker.

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