Maddie McGarvey/The New York Times
Maddie McGarvey/The New York Times

Candidato à presidência, Biden apoia jogadoras dos EUA por igualdade salarial

'À seleção feminina: não desista desta luta. Ainda não acabou. À federação: pagamentos iguais, agora', disse o democrata nas suas redes sociais

Redação, Estadão Conteúdo

03 de maio de 2020 | 15h14

Um dos candidatos à presidência dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden se manifestou a favor da seleção norte-americana feminina na briga por igualdade salarial depois que a equipe nacional perdeu o processo judicial contra a Federação de Futebol do país.

O político usou as suas redes sociais para mandar um recado às jogadoras e à entidade. "À seleção feminina: não desista desta luta. Ainda não acabou. À federação: pagamentos iguais, agora. Ou então, quando eu for presidente, vocês podem ir a outro lugar por fundos para a Copa do Mundo", escreveu Biden.

Na última semana, o juiz federal Gary Klausner decidiu em favor da federação norte-americana no processo em que a seleção feminina solicitava os mesmos pagamentos recebidos pelos jogadores da equipe nacional masculina.

A ação foi movida no ano passado por 28 jogadoras, após a seleção ganhar o título mundial na França, com o valor de uma indenização de US$ 66 milhões (cerca de R$ 360 milhões na cotação atual). Molly Levinson, representante do grupo de jogadoras, disse que a equipe pretende recorrer da decisão do tribunal.

Eleita melhor jogadora do mundo pela Fifa em 2019 e líder da seleção dos EUA, Megan Rapinoe, que se tornou desafeto do presidente Donald Trump, participou de uma "live" com Joe Biden e sua esposa e brincou ao dizer que estava disponível para compor a chapa do democrata como vice-presidente, cargo que o político ocupou no governo de Barack Obama.

"Não quero colocar você em uma situação difícil, mas se você precisar de uma vice-presidente, digo que estou disponível para uma entrevista. Coloque na sua lista", brincou a jogadora, símbolo da luta por igualdade no esporte. No ano passado, ela criticou Trump e afirmou que não iria à Casa Branca em caso de conquista do título mundial, o que acabou se confirmando.

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