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Candidato à presidência da Fifa diz que planeja ampliar Copa para 40 seleções

Candidato apoiado pela Uefa à presidência da Fifa para a eleição de fevereiro do ano que vem, após a suspensão de Michel Platini, o suíço Gianni Infantino quer mudar o formato da Copa do Mundo se assumir o cargo. Ele explicou que em caso de vitória no pleito, terá como uma de suas principais plataformas ampliar o principal torneio de seleções do planeta, levando-o de 32 para 40 equipes.

Estadão Conteúdo

10 de novembro de 2015 | 10h25

Infantino foi a principal surpresa entre os postulantes ao comando da Fifa, tendo confirmado sua candidatura somente horas antes do prazo final, no último dia 26 de outubro. O secretário-geral da Uefa ganhou força na entidade europeia depois que seu presidente, Platini, foi suspenso por suspeita de corrupção e sua candidatura ao comando da Fifa entrou em condicional.

Em entrevista à agência The Associated Press, Infantino explicou que a decisão de tentar ampliar a Copa do Mundo foi baseada na Eurocopa. O torneio continental passará de 16 para 24 seleções a partir de sua próxima edição, no ano que vem, na França, e a mudança foi promovida justamente pela administração de Platini, com o próprio Infantino entre os apoiadores.

"Eu acredito em expandir a Copa do Mundo baseado na experiência que tivemos na Europa com a Eurocopa", disse o dirigente, que está em campanha pela América do Sul. "Olhe para as Eliminatórias agora, em que alguns times que nunca se classificaram, agora conseguiram, e alguns que sempre iam, não conseguiram."

De acordo com o suíço, a ampliação do principal torneio de futebol do mundo ajudaria também a desenvolver o esporte em países de menor tradição. "Criou-se uma dinâmica completamente nova nas Eliminatórias, um novo entusiasmo. Se você é sério sobre desenvolver o futebol, deve envolver mais associações no melhor evento de futebol do mundo: a Copa do Mundo."

Apesar da pretensão de Infantino, a mudança não ocorreria imediatamente, mesmo que ele vença a eleição. Isso porque as Eliminatórias para a Copa de 2018, na Rússia, já estão em andamento. Para 2022, também seria difícil, uma vez que a Fifa já encontra dificuldade para espremer os 64 jogos do Mundial em 28 dias no torneio que acontecerá de novembro a dezembro, diferentemente do tradicional padrão de junho a julho.

A candidatura de Infantino indicou que a Uefa não estava satisfeita com os outros nomes do pleito. E o suíço garante que não voltará atrás na candidatura mesmo que Platini consiga uma apelação ou sua suspensão chegue ao fim. "Eu levo a sério, o que significa que se eu for eleito no dia 26 de fevereiro caso o Michel não possa concorrer, então serei presidente da Fifa e agirei como tal. Não voltarei atrás ou o que seja."

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