Denis Balibouse/Reuters - 28/03/2011
Denis Balibouse/Reuters - 28/03/2011

Candidato, Joseph Blatter diz que Fifa não precisa de revolução

Dirigente afirma que pode proporcionar 'estabilidade, continuidade e confiabilidade' à entidade

AE-AP, Agência Estado

20 de abril de 2011 | 10h59

Em seu primeiro apelo direto aos eleitores da Fifa, Joseph Blatter pediu-lhes para rejeitar uma revolução e reelegê-lo presidente em 1º de junho. O dirigente suíço insistiu em uma carta para as 208 associações nacionais, publicada nesta quarta-feira, que ele pode proporcionar "estabilidade, a continuidade e a confiabilidade" em um mundo de turbulências políticas e econômicas.

Esta foi a primeira declaração de campanha de Blatter desde o anúncio da candidatura do seu ex-aliado Mohamed bin Hammam, do Catar, que não foi mencionada nas quatro páginas do documento. Blatter ainda prometeu distribuir US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,56 bilhão) entre os membros da Fifa para o desenvolvimento de projetos ao longo dos próximos quatro anos, e enfrentar as ameaças de "corrupção, combinação de resultados e doping".

O suíço, de 75 anos, que está na direção da Fifa desde 1998, busca um quarto mandato presidencial, que prometeu ser o seu último. "Eu tenho toda a motivação, experiência, ideias e energia necessária para completar a minha missão", escreveu Blatter.

Com a Fifa sofrendo acusações de corrupção, Blatter, prometeu também dar um papel mais forte ao seu comitê de ética. Dois membros do comitê executivo foram suspensos e não puderam participar da escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. "Eu vou garantir a disciplina, respeito e fair-play dentro e fora do campo", disse.

Na carta aberta, Blatter disse que o mundo está sendo afetado por "catástrofes nucleares e naturais", crise financeira e "instabilidade política e revolução em muitas regiões". "Nestes tempos difíceis, a Fifa precisa em primeiro lugar de estabilidade, continuidade e confiabilidade", disse Blatter, que foi secretário-geral da entidade por 17 anos antes de se tornar presidente. "Nós não precisamos de uma revolução dentro da Fifa, mas a contínua evolução e a melhoria do nosso jogo e da nossa organização", acrescentou.

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