Candidatos adotam posturas distintas em eleição no Palmeiras

Candidatos adotam posturas distintas em eleição no Palmeiras

Enquanto Nobre confirma que seguirá se dedicando ao futebol, Pescarmona aposta no clube de olho nos votos dos sócios

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2014 | 00h19

Com a aprovação de duas das três chapas de candidatos à presidência do Palmeiras, começou oficialmente a disputa eleitoral do clube e a definição do novo presidente acontece no dia 29 de novembro. De um lado, está o atual presidente Paulo Nobre e do outro, Wlademir Pescarmona é quem tenta chegar ao poder. Os dois adotam posturas e táticas bem diferentes na luta para conquistar votos.

Paulo Nobre adota uma postura mais equilibrada e busca convencer os sócios a votarem nele tendo bons resultados no futebol, mas sem esquecer do clube. A ideia é que ele fique acompanhando mais de perto o futebol e deixe seus aliados buscando votos na área social. "Tenho uma equipe boa e competente, que me ajudou muito a chegar na primeira vitória. Tenho certeza que eles vão ter o mesmo carinho e cuidado enquanto eu estarei mais dedicado com o futebol, que é o que prende mais minhas atenções", explicou o dirigente.

Já Pescarmona aposta tudo no clube, já que essa será a primeira eleição em que os sócios terão direito a voto. "Eu acho que vai ser uma briga boa. Talvez eu leve um pouco de vantagem por estar todos os dias aqui (no clube). Não sei qual vai ser a estratégia dele (Paulo Nobre) a partir de agora. Vou usar a mesma estratégia de sempre: frequentar o clube todos os dias, em todos os departamentos, conversar com todo mundo e mostrar o que ficou faltando e o anseio do sócio. Eu sei quais as necessidades e esta linguagem eu tenho direto com o sócio", discursou o candidato.

Para Nobre, o fato dos votantes ser o sócio, algo inédito na história do clube, acaba abrindo uma disputa sem perspectiva. "É difícil responder agora o que fará diferença. Quem responde com propriedade estará chutando. Alguns acham que o social será o mais importante enquanto outros falam que é o futebol. Eu prefiro trabalhar nos dois eixos e deixar o voto para o sócio escolher", explicou.

O outro candidato à presidência que não teve sua chapa aprovada, Luiz Carlos Granieri, ainda não se manifestou sobre quem deve apoiar na eleição. Ele tentou antes da disputa uma aproximação com Pescarmona, mas mostrou ter ideias muitos parecidas com a de Paulo Nobre.

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