Ritzau Scanpix/Reuters
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Candidatura dos EUA diz que economia superará política na briga pela Copa de 2026

"Vamos contar com grande apoio da Europa independentemente de qualquer questão de geopolítica", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Federação de Futebol dos EUA

Estadão Conteúdo

03 Maio 2018 | 17h46

Perto da eleição que decidirá onde será a Copa do Mundo de 2026, a candidatura dos Estados Unidos aposta na força da economia do país para desbancar a política e conquistar o direito de sediar o grande evento.

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"Vamos contar com grande apoio da Europa independentemente de qualquer questão de geopolítica", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, nesta quinta-feira, em Copenhague durante evento de divulgação da candidatura americana, que pretende dividir a sede da Copa com Canadá e México.

O elemento geopolítico no pleito se deve à rejeição da Rússia e de seus aliados à candidatura norte-americana, em razão das disputas entre os dois grandes países em relação à Síria.

Único rival desta candidatura tripla, o Marrocos já disse contar com os votos de França e Espanha devido à proximidade geográfica e histórica entre os países. O temor dos EUA é de que declarações polêmicas do presidente Donald Trump gerem maior rejeição à candidatura nas próximas semanas.

Apesar disso, Cordeiro garante que o presidente não é um fator negativo nesta disputa. Ele aposta no poder econômico do país, o que geraria maior lucratividade à Fifa. "Esta é uma parte forte da nossa candidatura", afirmou o presidente da federação norte-americana.

A escolha da futura sede do Mundial está agendada para o dia 13 de junho, em Moscou, véspera do início da Copa do Mundo.

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