Candinho começou carreira no Palmeiras

José Candido Sotto Maior, o Candinho, tem 60 anos e uma ligação antiga com o Palmeiras. Foi zagueiro nas categorias menores do clube no início dos anos 60, mas nunca alcançou destaque. Sua carreira só ganhou relevância como treinador, principalmente de equipes médias e pequenas.Será a primeira vez que assume o Palmeiras, um ?namoro? antigo (por pouco não dirigiu o time em 2003, na Série B). Dos quatro grandes paulistas, só não terá dirigido ainda o São Paulo.Embora tenha seu nome vinculado à Portuguesa, clube que já dirigiu por cinco vezes, Candinho teve passagens no Santos e no Corinthians. Neste último, foi chamado às pressas e conseguiu evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 97, após vencer o Goiás, no Serra Dourada, por 2 a 0, na última rodada.Na ocasião, Candinho salvou o time e depois entregou o cargo à diretoria, que acabaria contratando Vanderlei Luxemburgo, justamente um dos seus melhores amigos no futebol.Em 98, foi auxiliar-técnico de Luxemburgo na seleção. Com a queda do treinador, envolvido em acusações de sonegação fiscal e falsidade ideológica, e após o fracasso na Olimpíada de Sydney, em 2000, Candinho dirigiu a seleção interinamente em uma partida: venceu a Venezuela, por 6 a 0, com quatro gols de Romário. Depois, entregou o cargo em solidariedade ao amigo.Nos últimos meses, Candinho atuava como comentarista esportivo da Rádio Jovem Pan, em São Paulo. Antes disso, ficou quase um ano desempregado, desde que retornou da Arábia Saudita, onde dirigia o Al Ittihad.Sua última experiência no futebol brasileiro não deixou boas lembranças. Foi no Goiás, pelo Campeonato Brasileiro de 2003. Estava na lanterna quando foi demitido, em maio. Cuca assumiu e comandou uma surpreendente reação, praticamente com os mesmos jogadores.Candinho é um técnico conciliador, aberto ao diálogo e que fala a chamada linguagem do boleiro. Sempre fez questão de manter boa relação com a imprensa. É grande contador de ?causos? do futebol.No currículo de Candinho, porém, faltam títulos. A conquista maior foi a Taça de Prata de 1982, pelo Juventus. Outra proeza foi o vice-campeonato brasileiro com a Portuguesa, em 96, numa equipe que revelou Rodrigo Fabri, Zé Roberto e Zé Maria. Perdeu o título para o Grêmio.

Agencia Estado,

19 de fevereiro de 2005 | 09h33

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.