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Candinho reabilitou seis no Palmeiras

Corrêa, Gláuber, Lúcio, Marcinho, Diego Souza e Osmar. Todos andavam em baixa com comissão técnica, torcida e crítica. Alguns viviam entrando e saindo do time, sem conseguir se firmar, casos de Diego, Corrêa e Osmar. Quem era titular, como Marcinho e Lúcio, não agradava. Gláuber nem ficava no banco de reservas.Mas bastou a troca de treinadores para os seis voltarem à condição de titular. E mostrando bom futebol. São os "renascidos do novo Palmeiras", que não perde há cinco jogos e no domingo enfrenta a Portuguesa, no Palestra Itália (16h).Candinho, o novo técnico, reconhece que tem méritos nessa "volta por cima" dada por esses seis jogadores. Diz que todos estavam "cabisbaixos", precisando de uma injeção de ânimo. Mas se esforça para eximir de culpa o seu antecessor, Estevam Soares."A culpa não era do Estevam, era dos maus resultados. Os jogadores passaram a acreditar que eram azarados, que existia uma praga aqui. A bola não entrava de jeito nenhum, estavam com pensamento negativo. Eu cheguei e disse pra eles: calma! Essa história vai mudar. Vocês viram como saiu o primeiro gol contra o Táchira, né? Então. Não preciso falar mais nada", emendou o treinador, lembrando a lambança aprontada pelos jogadores venezuelanos (zagueiro chutou a bola no companheiro e fez gol contra) que resultou em vantagem do Palmeiras no jogo de quinta, no Palestra.Questionado sobre qual atleta andava mais abatido, Candinho evitou falar em nomes. "Todos estavam cabisbaixos", revelou. Mas o técnico, de fato, se orgulha de ter feito com que Diego Souza e Lúcio, por exemplo, voltassem a jogar o futebol que mostraram na Série B do Brasileiro de 2003. Ambos, aliás, elogiam o treinador por ter dado a eles a condição de jogar da forma que mais gostam."Faço hoje a mesma função que fazia na Série B, atacando o tempo todo", disse Lúcio. "E temos a facilidade de nos entendermos muito bem", emendou Diego Souza.Com Corrêa, Candinho precisou de atenção especial para fazer com que ele rendesse bem na lateral-direita. Ano passado, o volante chegou a reclamar publicamente de Estevam, quando o antigo técnico insistia em escalá-lo na lateral. Agora, com Candinho, Corrêa até já deu entrevistas dizendo que pensa em ficar mais tempo na nova posição.Para Marcinho e Osmar, o pedido de Candinho foi de mais tranqüilidade. O volante vinha exagerando nas faltas e o atacante, abusando das finalizações erradas. A prova da mudança está nos números: nos últimos cinco jogos, Marcinho não tomou cartão amarelo; e Osmar marcou quatro vezes.A maior surpresa de Candinh foi a escalação de Gláuber, que andava encostado. Com Estevam, o zagueiro fez apenas um jogo no ano passado. "Fico feliz de ver o Candinho apostando em mim. Isso mostra que ele confia no meu futebol", afirmou Gláuber, feliz da vida.Para Candinho, além da mudança no astral, o que deve ser exaltado é a nova forma de atuar da equipe. "Estão todos com uma pegada mais forte, com um espírito de Libertadores em todos os jogos", explicou.O técnico comemora, também, o fato de poder repetir a escalação com freqüência nos últimos jogos. "Isso é muito bom para dar o entrosamento que o time precisa."

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