Canindé pode ser leiloado para honrar dívida da Portuguesa

Canindé pode ser leiloado para honrar dívida da Portuguesa

Clube corre risco de ter o seu maior patrimônio arrematado no dia 25 de fevereiro para quitação de débitos trabalhistas

Estadão Conteúdo

12 de janeiro de 2015 | 19h53

A situação financeira da Portuguesa chegou a um ponto crítico e ameaça o futuro do clube. Sem dinheiro para pagar acordos trabalhistas, a equipe pode perder o seu maior patrimônio, o estádio do Canindé, que pode ir a leilão no dia 25 de fevereiro deste ano para quitar os débitos.

O pedido de leilão foi feito pela advogada Gislaine Nunes, que representa uma dezena de jogadores que entraram com ações contra a Portuguesa por atrasos salariais. Isto porque o clube não honra um acordo feito com ela para pagar as dívidas desde fevereiro do ano passado. O montante do saldo devedor chega a R$ 18 milhões.

Durante reunião do COF (Conselho de Orientação Fiscal) na última semana, conselheiros cogitaram a possibilidade de uma junta governativa assumir o clube e evitar o leilão do Canindé. Homem forte de futebol durante um grande período, Luiz Iaúca se dispôs a injetar dinheiro no clube para pagar estas dívidas.

O dirigente assumiria a dívida em troca da cessão de uma parte do clube para seu nome. No acordo, a Portuguesa teria opção de recomprar o terreno.

Enquanto os dirigentes da Portuguesa quebram a cabeça para tentar resolver a situação financeira, a cota do Campeonato Paulista está penhorada por um processo do ex-volante Marcus Vinícius de Souza Ozias, que defendeu o clube no início dos anos 2000. O processo ainda tramita na 29.ª Vara do Trabalho de São Paulo.

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