Cannavaro quer Itália mais "cínica" e diz temer o Brasil

O capitão da seleção da Itália, Fabio Cannavaro, defendeu, nesta terça-feira, o esquema ofensivo adotado pelo técnico Marcello Lippi. Para ele, não é o momento de renegar a atual postura tática, mas, em algumas circunstâncias, a equipe deveria "voltar às origens e sermos mais italianos, mais cínicos"."Há cerca de dois anos, no período Lippi, estamos jogando de uma mesma maneira, um 4-3-1-2, que dá mais volume de ataque e, por isso, estamos sempre buscando o gol. Voltar ao passado, agora, seria um erro. Devemos seguir em frente e ver em que podemos melhorar", afirmou. Mas o zagueiro reconheceu a importância da valorização do estilo clássico do futebol italiano. "Lembro-me de ter perdido uma Eurocopa por pouco e jogando de uma determinada maneira. Se tivéssemos voltado às nossas origens, talvez agora tivéssemos mais um título".A Itália vai definir seu futuro no Mundial nesta quinta-feira, contra a República Checa. Um empate basta para a classificação para as oitavas-de-final, mas não garante o primeiro lugar no grupo E. Isso preocupa o capitão da Itália. "Devemos entrar em campo e buscar a vitória, sem fazer contas. É verdade que temos um estímulo a mais ao que saber que, se ficarmos em primeiro, não enfrentaremos o Brasil. Mas a Austrália me impressionou bastante".E ele explicou o porquê de querer evitar a seleção brasileira. "Ainda não brilharam nos dois primeiros jogos, mas continuam sendo os mais difíceis, por várias razões: história, qualidade de jogadores e entusiasmo que os levam para frente. Mas a Itália tem condições de chegar longe nesta Copa".

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