Cannavaro se defende de críticas na seleção italiana

A cena do zagueiro e capitão Cannavaro levantando a taça pela conquista da Copa do Mundo de 2006, para delírio dos italianos, percorreu o mundo e ainda está muito viva na lembrança de muitos. Mas de lá para cá, tudo mudou. E o zagueiro considerado pela Fifa o melhor jogador no Mundial da Alemanha é hoje um dos mais contestados do grupo.

DANIEL AKSTEIN BATISTA, Agência Estado

23 de junho de 2010 | 21h31

Aos 36 anos, ele tem o título de mais experiente da seleção italiana, não só na idade, mas também em jogos: passou dos 130. Mas justamente por isso - e pelo futebol que vem apresentando nos últimos anos - é que as críticas não cessam.

Cannavaro já não estava na sua melhor forma quando foi convocado por Marcelo Lippi. O treinador, aliás, recebeu um caminhão de críticas por manter uma seleção que, segundo a imprensa italiana, é velha demais. "Todos dizem que estamos velhos, mas ninguém quer nos encarar", rebateu nesta quarta-feira o zagueiro.

No segundo jogo da Itália na África do Sul, ele falhou no gol da Nova Zelândia e reabriu o caminho para as reclamações. "O problema não é a zaga, o time todo é responsável pela marcação", se defendeu Lippi.

Tirar a culpa de Cannavaro tem sido um trabalho para todos os seus companheiros. "Ele foi criticado injustamente", disse o lateral Zambrotta. "Nossa defesa sempre foi a força da seleção."

O zagueiro já avisou que vai largar a seleção após o Mundial, mas não pensa em deixar o futebol. O que ele não quer é se despedir precocemente da Copa. "Seria uma vergonha sermos eliminados na primeira fase", conclui Cannavaro, na véspera do jogo decisivo contra a Eslováquia, no Ellis Park, em Johannesburgo.

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