Capez investiga briga que matou torcedor

A grande questão para o promotor Fernando Capez, que desde 1995 vem realizando ações com o objetivo de coibir a violência entre as torcidas, é saber por que torcedores ligados à Gaviões da Fiel estavam nas imediações da sede da Mancha Alviverde - uma briga entre os torcedores, antes do clássico de domingo, causou a morte de Marcos Gabriel Cardoso Soares. Dependendo do que o Ministério Público apurar, ele promete reativar ações de repressão contra as organizadas."Se tiver sido um encontro ocasional, é um caso normal de segurança pública. Agora, se tiver sido algo premeditado, eu considero extremamente grave. Aí, sim, vamos partir novamente para a repressão das torcidas", ameaçou o promotor.O tumulto, de acordo com o Boletim de Ocorrência nº 3707 registrado no 23º Distrito Policial de Perdizes, ocorreu "na Rua da Várzea esquina do Viaduto Pacaembu", local próximo à sede da Mancha. Capez considera "extremamente estranho" o fato de torcedores supostamente ligados à Gaviões da Fiel terem desrespeitado o Termo de Ajustamento de Conduta, um documento elaborado no ano passado pelo Ministério Público com a participação de dirigentes das principais facções, segundo o qual as mesmas têm de respeitar uma série de procedimentos para evitar problemas com torcedores rivais.O promotor público disse que tentou nesta terça-feira, em diversas oportunidades, estabelecer contato com diretores da Gaviões da Fiel. "É necessário apurar o que houve. Mas tenho tentado o dia inteiro contato por telefone, porque seria mais rápido. Em não tendo sucesso por telefone, eles vão receber uma notificação, uma intimação, para que possamos tomar o depoimento."Capez acredita que a maioria dos torcedores quer a paz. "Existe uma vontade dos próprios torcedores de conviver pacificamente", disse o promotor, lembrando que há exceções. "Considero muita burrice se for apurado que houve uma ação premeditada."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.