Guadalupe Pardo/Reuters
Guadalupe Pardo/Reuters

Capitães dos rivais do Peru enviam carta à Fifa em apoio a Guerrero

Hugo Lloris (França), Simon Kjaer (Dinamarca) e Mile Jedinak (Austrália) querem o atacante na Copa do Mundo

Estadão Conteúdo

21 Maio 2018 | 17h22

Os capitães das seleções da França, Dinamarca e Austrália demonstraram nesta segunda-feira apoio à Federação Internacional de Jogadores de Futebol Profissional (FIFPro, na sigla em inglês) na tentativa de conseguir a liberação para que Guerrero jogue a Copa do Mundo pela seleção peruana.

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Hugo Lloris, Simon Kjaer e Mile Jedinak assinaram carta endereçada à Fifa em solidariedade ao jogador peruano. Na última terça-feira, a FIFPro publicou comunicado em seu site em que pede reunião urgente com a Fifa.

"Fifpro considera a suspensão injusta e desproporcional e o exemplo mais recente de um Código Mundial Antidoping, que muitas vezes leva a sanções inadequadas, especialmente quando diz que não havia intenção de trapacear", informou a entidade que tem sede na Holanda.

A seleção peruana mantém a esperança de contar com o jogador para o Mundial. Nesta terça-feira, Guerrero se reunirá em Zurique, na Suíça, com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, onde solicitará o indulto da suspensão.

Na última segunda-feira, a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) sentenciou Guerrero a 14 meses de suspensão pelo uso de benzoilecgonina. O Tribunal informou que o jogador testou positivo por ter tomado chá de coca. Também afirmou que ele não teve a intenção de se beneficiar, mas optou pela suspensão por considerar o atleta negligente. Guerrero já cumpriu seis meses de suspensão e, com essa nova decisão, só voltará a campo em 2019.

Por conta da suspensão, Guerrero voltou a ter seu contrato com o Flamengo suspenso. Com a decisão do clube carioca, o jogador peruano deixará de receber seus últimos salários na reta final do seu contrato. O vínculo de Guerrero vai até 10 de agosto.

Foi a segunda vez que o Flamengo suspendeu o contrato do peruano. A primeira aconteceu quando a punição provisória havia sido anunciada, no começo do ano. Como consequência, Guerrero ficou três meses sem receber salário.

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