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Capitão do XV tem final e casamento no mesmo dia: 'Não posso chegar depois da noiva'

Decisão da Copa Paulista e cerimônia estão separadas por uma hora e meia

Alison Negrinho, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2016 | 07h01

Há um ano e meio, quando marcou a data de seu casamento, o volante Clayton não imaginava que uma partida de futebol pudesse atrapalhar seus planos. Quis o destino, que o capitão do XV de Piracicaba tenha neste sábado, o segundo jogo da final da Copa Paulista contra a Ferroviária, e seu casório.

As duas decisões, como ele mesmo gosta de chamar, possuem diferença de uma hora e meia. Enquanto a partida em Araraquara tem previsão para acabar às 20h, a cerimônia está marcada para as 21h30. Sensibilizada com o dilema, a diretoria quinzista disponibilizou um transporte aéreo - provavelmente um avião - para o atleta de 28 anos conseguir subir ao altar.

"Estou um pouco ansioso, mas por enquanto parece que ainda não caiu a ficha, porque é uma coincidência muito grande. Eu já tinha avisado o pessoal do clube, no fim, é um problema bom. Espero que dê tudo certo, mas sabemos que podem acontecer algumas situações e atrasar", disse.

A principal preocupação do volante, é a Ferroviária conseguir levar a decisão para os pênaltis. Como venceu o duelo de ida por 2 a 0, o time piracicabano pode até mesmo perder por um gol de diferença que fica com a taça. Se o placar voltar a se repetir, mas desta vez favorável ao adversário, o campeão será conhecido nas penalidades.

Piracicaba e Araraquara estão separadas por 140 quilômetros, caso tudo ocorra bem, Clayton não deve ter dificuldades para chegar. "Deu para avisar todos os convidados, para ninguém pensar que eu estou fugindo, caso eu me atrase. Acredito que vai dar tudo certo, só não posso aparecer depois da noiva né?", brincou o futuro marido de Nathaly, que é torcedora do XV desde criança.   

O JOGO

Casar é um dos grandes sonhos da vida de Clayton, o desejo, contudo, estará em segundo plano até o apito final do árbitro. Antes disso, toda a concentração do volante estará voltada para a decisão.

Por mais que tenha aberto uma boa vantagem no primeiro jogo, o capitão quinzista pregou respeito ao adversário. "Os dois times têm uma média de idade bem baixa. Eu como um dos mais velhos, procuro ajudar os meninos a segurarem a empolgação. Construímos um bom placar, mas ainda não conquistamos nada. Temos que nos dedicar, nos doar, porque sabemos que acontecem viradas históricas. Faltam 90 minutos e eles têm uma equipe muito forte, só que acredito que estamos no caminho certo", concluiu.

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