Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians
Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Carille admite momento ruim do Corinthians, mas ressalta vantagem excelente

Técnico vê altos e baixos da temporada como aprendizado, nega vexame e diz não saber se terá vida longa no clube

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2017 | 13h08

O técnico Fábio Carille vive um dos momentos de maior pressão desde que assumiu o Corinthians. A queda de rendimento da sua equipe e a ascensão dos rivais fazem com que a rodada deste final de semana ganhe ainda mais importância para evitar que Palmeiras e Santos se aproximem da tabela. A situação faz com que o treinador admita que está vivendo um momento delicado, mas ressalta os seis pontos de vantagem e o fato de ainda confiar em seu elenco.

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"Está sendo um ano de muitos aprendizados. Falando do ano, ele começou com desconfiança e eu não imaginava que seria desse jeito, com sucesso e vitórias. As 19 equipes do campeonato passaram por momentos difíceis. Chapecoense e Sport já lideraram, São Paulo subiu. Está sendo um momento de instabilidade, nada bom, mas estou muito confiante e acreditando sempre. Se tem uma pessoa que acreditou nesse grupo sou eu. Acredito muito e ficamos chateados depois dos jogos, mas depois escutamos pessoas do futebol e um deles falou algo que me fortaleceu após o jogo contra o Botafogo: 'Se alguém te falasse que você estaria na 30ª rodada com seis pontos de vantagem, você toparia?'. Temos que entender que o momento não é bom, mas a vantagem é excelente", analisou o treinador corintiano, em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, no CT Joaquim Grava. 

Carille acredita que a situação tem mexido com todos do elenco e isso está se refletindo em campo. "Tem jogadores no grupo que já passaram por várias situações, mas no grupo é o primeiro momento ruim. Há uma questão de ansiedade, de decidir as coisas rápido, de ler a imprensa falando que já era campeão", completou.

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O Corinthians já chegou a ter 11 pontos de vantagem para o vice-líder e agora vê a diferença cair para seis e, dependendo dos resultados das duas próximas rodadas, o time pode até ser ultrapassado. O treinador evita projetar o futuro, ainda mais coisas negativas, mas assegura que não entenderá como vexame uma possível perda do título.

"Eu falaria em vexame se deixasse de fazer algo. Não deixei de fazer algo em momento nenhum. Vivo aqui 12 horas por dia e trabalho muito. Você às vezes fica chateado pelo resultado, mas trabalho. Essa palavra não existe para mim", assegurou. 

A experiência de assumir o Corinthians cheio de desconfiança, ser campeão paulista, realizar um primeiro turno de Campeonato Brasileiro quase perfeito e ainda ver seu time caindo de rendimento nas últimas rodadas tem sido um aprendizado para o jovem treinador. 

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"Não sei se tenho futuro longo no Corinthians. Mas em relação a tudo o que aconteceu esse ano, especulações e procuras, sei que terei um futuro longo. O ano é maravilhoso, pois é uma equipe com pouco investimento e campeã paulista que ninguém acreditava, nem eu. Achei que brigaríamos por Libertadores no Brasileiro, mas fizemos tudo isso já. É um ano maravilhoso e continuo com o sonho de fazer um trabalho no Corinthians por um grande tempo", resumiu. 

 

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