Rodrigo Gazzanel/ Ag. Corinthians
Rodrigo Gazzanel/ Ag. Corinthians

Carille contraria médicos e aparece no treino; Junior Urso rebate Boselli

Volante discordou das críticas feitas pelo argentino de que a bola não chega ao ataque

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2019 | 11h51

O técnico Fábio Carille contrariou as recomendações médicas e compareceu ao treino do Corinthans desta terça-feira. O treinador havia realizado procedimento no joelho esquerdo na segunda e foi orientado pelo médico Joaquim Grava repousar pelo menos um dia. Durante a atividade, ele ficou sentado no banco de reservas com a perna esquerda esticada.

Quem comandou os jogadores no campo de fato foi o auxiliar Leandro da Silva, o Cuca. Carille recebeu injeção de ácido hialurônico no joelho para aliviar inchaço no local. O líquido preencheu a falta de cartilagem na região e ajudará a diminuir o impacto durante os treinamentos. A atividade desta terça não contou com as presenças de alguns jogadores que devem ser titulares no clássico de sábado contra o Santos, como o lateral-esquerdo Danilo Avelar, que ficou na academia, e o meia Sornoza, que fez um trabalho a parte.

O volante Junior Urso treinou normalmente e deverá ficar à disposição do treinador após desfalcar o time nos últimos cinco jogos por causa de uma lesão muscular na coxa direita. O jogador concedeu entrevista nesta terça e aproveitou para rebater as críticas feitas há algumas semanas pelo centroavante Mauro Boselli. O argentino chegou a reclamar de que a bola chegava pouco para ele no ataque.

"Não vou concordar 100% com o Boselli que as bolas não chegam. Talvez ele queira de um jeito e está indo de outro. Os demais estão tentando. É diferente a característica de Love e Gustavo, são mais brigadores. Tem que procurar mais o Boselli, não o espaço. Dependendo da partida não acontece isso, difícil entrar numa defesa fechada e achar o passe. Mas o estilo de jogo não atrapalha", disse. 

Independentemente de quem tenha razão, o fato é que o Corinthians não vence há cinco rodadas no Campeonato Brasileiro e deixou o G-4 da competição após derrota para o Cruzeiro por 2 a 1 no último sábado. "É duro ficar fora e infelizmente estamos em uma sequência sem vitórias. No Corinthians isso pesa muito. Temos condições de correr atrás, de voltar para o G-4. O São Paulo nos passou, mas ficou atrás da gente em boa parte do tempo. Temos condições de retomar isso", comentou o jogador.

Urso também se mostrou incomodado com o excesso de críticas que a equipe recebe. Na visão dele, o time não faz uma temporada ruim, já que no primeiro semestre conquistou o título paulista e agora está entre os cinco melhores do Brasileiro. "Um trabalho que era excepcional hoje é questionado. Não muda nada para a gente, mesmo ambiente, mesmo treinador com muita qualidade. Teve jogos que fomos muito superiores e nem por isso recebemos os elogios devidos, quando há derrota ou empate há questionamentos. Mas a gente mantém o foco, há muitos questionamentos, mas a gente mantém o foco para terminar numa colocação boa de Libertadores", analisou.

No clássico com o Santos, a tendência é que Urso comece no banco de reservas. Nas duas últimas partidas, Carille optou por uma escalação com apenas um volante na marcação. Sornoza e Mateus Vital completaram o setor. O volante, no entanto, mantém esperanças de estar em campo. "Se o professor optar por mim... Futebol está tão moderno que esse 4-3-3 é tão difícil de ver o camisa 10, futebol mudou, temos mais força que qualidade. Ao meu ver, posso entrar nesta função para ajudar a defesa e chegar ao ataque. Mas independente disso, temos que vencer, chegou ao limite de jogos sem vencer, ainda mais num clássico, que pode nos impulsionar para coisas a mais", encerrou.

 

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