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Carille espera que diretoria monte grupo forte para 2019

Técnico deve voltar ao Corinthians cenário bem diferente de quando levantou a taça do Brasileiro e do Paulista

João Prata, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2018 | 11h00

A volta de Fábio Carille ao Corinthians acontece com apoio dos torcedores, que veem no substituto de Jair Ventura a possibilidade de fazer o time voltar a brigar por títulos. O problema é que o cenário que o treinador encontrará é bem diferente de quando conquistou o título brasileiro e os dois paulistas.

Do time titular que ergueu a taça estadual no início do ano, já saíram o zagueiro Balbuena, o lateral-esquerdo Sidcley, o volante Maycon e o meia Rodriguinho. Essa equipe já havia sido remendada após a conquista nacional, quando deixaram o clube o zagueiro Pablo, o lateral-esquerdo Arana e o centroavante Jô.

Carille acompanhou parte desse desmanche e deixou o grupo em maio na sétima posição no Brasileiro. Agora, espera a contratação de reforços de peso. A diretoria investiu em quatro apostas até agora: o lateral-direito Michel Macedo e o atacante Gustavo Mosquito foram oficializados e já estavam treinando com o elenco; o volante Richard, do Fluminense, e o atacante André Luis, da Ponte Preta, estão apalavrados.

O Corinthians também deverá dar nova chance ao menos a dois dos 22 jogadores que estavam emprestados a outros clubes na última temporada: o volante Camacho, que jogou pelo Atlético-PR, e o atacante Gustavo, o Gustagol, destaque do Fortaleza na campanha do título da Série B - fez 30 gols em 45 jogos pelo time de Rogério Ceni.

Um dos reforços de peso que Carille pode ver em seu elenco em 2019 é o atacante Diego Tardelli, que tem contrato com o Shandong Luneng, da China, até o final do ano. O jogador de 33 anos ainda está com futuro incerto no futebol e o clube alvinegro surge como uma das possibilidades.

Para que esse acerto aconteça, Tardelli terá que abrir mão do alto salário e, como costuma dizer o presidente Andrés Sanchez, aceitar receber algo mais condizente com o mercado brasileiro. "Não vou pagar R$ 700 mil, R$ 800 mil, R$ 1 milhão para jogador e depois deixar o Corinthians endividado", tem repetido o mandatário.

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