Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Carille quebra a cabeça para armar Corinthians que irá à 'guerra'

Treinador não poderá contar com diversos titulares, a exemplo do primeiro duelo com o São Paulo

O Estado de S.Paulo

26 de março de 2018 | 07h00

Se o clássico por si só já continha todos os ingredientes necessários para uma semifinal bastante disputada de Campeonato Paulista, a derrota por 1 a 0 para o São Paulo no jogo de ida somada às polêmicas ocorridas no Morumbi fizeram o Corinthians decretar guerra ao rival antes do reencontro, marcado para esta quarta-feira, às 21h45, em Itaquera. O problema, para o técnico Fábio Carille, será entrar na batalha novamente sem diversas peças fundamentais.

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Algumas baixas já são certas: Jadson, ausente das últimas cinco partidas por conta de uma lesão muscular na coxa direita, não terá condições de jogar, como já avisou o departamento médico corintiano após o duelo de domingo. Os selecionáveis também dificilmente estarão à disposição de Carille: Fagner vai defender o Brasil contra a Alemanha na terça, mesma data do duelo entre Estados Unidos e Paraguai, do qual farão parte o zagueiro Balbuena e o atacante Romero.

Além do quarteto, Rodriguinho é outro que corre sério risco de ficar fora do Majestoso. Ausência de última hora no domingo, quando sentiu um desconforto muscular na coxa esquerda durante o aquecimento, ele vai passar por um exame de imagem nesta segunda-feira.

O único com chances de reforçar o pelotão corintiano é Clayson, que também foi vetado da partida no Morumbi - ele chegou a fazer o aquecimento e ficou no banco de reservas, mas acabou poupado por Carille, que pensou justamente no confronto em Itaquera na hora de decidir quem começaria entre os 11.

"O joelho dele está inchado, sensível ainda, fez tratamento até de manhã. Os médicos passaram que tinha melhorado bastante, mas ainda estava sensível e inchado. Achamos melhor segurar não só pelo jogo de quarta, mas pela sequência que teremos", admitiu o treinador.

Para o primeiro jogo, até por causa dos muitos desfalques, Carille optou por uma formação mais conservadora, com três volantes: Ralf, Gabriel e Maycon. Agora, como o Corinthians precisa da vitória - o São Paulo joga por um empate para ir à final -, é provável que o time sofra alterações, principalmente se Clayson estiver recuperado. O atacante pode ficar com a vaga de um dos meio-campistas, devolvendo a equipe a um 4-2-3-1, esquema mais utilizado até aqui na temporada. 

Quem entrou durante a derrota no Morumbi e agradou bastante foi Pedrinho, xodó da torcida: "O Carille sabe a hora de me colocar, sabe o tempo que eu tenho que entrar. Quando eu entrar, vou mostrar meu trabalho", disse o jovem de 19 anos.

CLIMÃO

Além de ter conhecido somente sua segunda derrota em 16 clássicos à frente do Corinthians, Carille saiu do Morumbi bastante irritado com Diego Aguirre, treinador são-paulino, e reclamou de o adversário não ter ido cumprimentá-lo antes da partida. O uruguaio disse, em sua defesa, que não reconheceu o corintiano pois estava focado no jogo. A desculpa não pegou bem, e os atletas compraram a briga do chefe.

"Apimentado, já está. O jogo de quarta-feria será guerra", avisou o zagueiro Henrique.

Além do episódio com Aguirre, o jogo ficou marcado também pelo desentendimento entre os corintianos e o atacante Nenê. O são-paulino, que já discutira com Carille por não ter devolvido uma bola da forma como o adversário achava correta, em lance paralisado para atendimento a Emerson Sheik, comemorou o gol marcado nos acréscimos do primeiro tempo correndo próximo ao banco de reservas do rival e gritando enquanto encarava Carille. Houve um princípio de confusão, logo contido pela arbitragem.

Após o clássico, o técnico corintiano minimizou o incidente: "Ele briga pelo time dele, eu brigo pelo meu. Foi calor do jogo, já foi tudo resolvido", garantiu.

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