Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Carille quer quatro ou cinco reforços para o Corinthians em 2017

Técnico também admite que vai se valer dos ensinamentos de Tite

O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2016 | 10h30

O novo técnico do Corinthians, Fábio Carille, aproveita as férias para pensar no time de 2017. Ele sabe o tamanho da sua responsabilidade depois da demissão de Oswaldo de Oliveira e da queda de rendimento da equipe no returno do Campeonato Brasileiro, condição que tirou do clube uma vaga na Libertadores da América. Em seu refúgio no Interior de São Paulo, Carille conversa diariamente com a direção do Corinthians. O treinador ocupa o cargo não mais na condição de interino. Sabe que agora é com ele e precisa provar a cada mês que tem condições de continuar no comando. O presidente Roberto de Andrade, com seus pares, garantiu a permanência de Carille até o fim do Paulistão, pelo menos. Ele admite que precisa de quatro a cinco reforços e vai se valer dos ensinamentos de Tite, com quem trabalhou como auxiliar.

Em entrevista ao Lance!, o treinador disse estar satisfeito com a escolha e a aposta da diretoria em sua nome. Ele teve 54% de aproveitamento em oito partidas neste ano. "Gostaram do período que fui técnico. Se acertou ou errou ao contratar outros, isso já foi. O que importa é que a diretoria discutiu o meu nome, e ele foi consenso. Chego fortalecido para desenvolver meu trabalho à frente do Corinthians".

Carille confia no elenco e espera fazê-lo render mais em 2017. Seu atacante será Jô, que voltou da China fora de forma e treina no clube há pelo menos um mês. O Corinthians participará da Florida Cup, nos Estados Unidos, a partir do dia 6 de janeiro. O treinador vai usar a competição para dar uma cara ao time. Carille conversou com Tite e espera se valer dos conhecimentos do técnico da seleção brasileira, e ex-Corinthians, para fortalecer o grupo e melhorar o futebol. Ele ressaltou sua predileção para os esquemas 4-1-4-1 e 4-2-3-1. "Gosto muito do 4-1-4-1, 4-2-3-1... Penso em ter dois homens abertos no ataque, independentemente do sistema de jogo. Costumo dizer que não tem sistema ruim. O São Paulo foi campeão do mundo com três zagueiros, a Holanda fez uma baita Copa assim também. Mas eu gosto de linha de quatro na defesa. Vamos esperar. Às vezes, na pré-temporada, descobrimos que o time rende mais em outro sistema".

O novo treinador do Corinthians participa ativamente de todas as possibilidades de contratação de reforços. Ele e o gerente de futebol, Alessandro, conversam com frequência. Todos os nomes sugeridos ou oferecidos são colocados na mesa. O Corinthians tem pouco dinheiro para contratar, c erca de R$ 13 milhões. Vai apostar também nas bases, nos jogadores que se destacarem na Copa São Paulo de Juniores, que começa agora em janeiro. O clube também se vale de atletas que voltam de empréstimo, como o atacante Mendoza, que já teve uma chance no time e não deu certo. Pensa em trabalhar com 28 jogadores no elenco, com quatro goleiros.

Cássio, que perdeu posição para Walter sob o comando de Oswaldo, ainda não definiu se permanecerá no clube. Ele tem contrato, mas não gostaria de ficar na reserva. Nas partidas em que comandou a equipe neste ano, Carille preferiu Cássio, que se machucou na segunda partida e deu lugar para o amigo. Agora, terá a chance de recuperar posição.

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