Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Carille revela como escolheu esquema tático do Corinthians para vencer clássico

Treinador ensaiou colocar Romero como centroavante durante a semana, mas optou por jogar sem uma referência na área

O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2018 | 21h26

Na véspera do clássico contra o Palmeiras, o técnico Fábio Carille havia sinalizado que apostaria em Romero para executar a função de camisa 9, dada a sua decisão de tirar Júnior Dutra da equipe titular. Mas o que se viu a partir do apito inicial do jogo deste sábado, no estádio Itaquerão, surpreendeu muita gente e se mostrou determinante para a vitória corintiana por 2 a 0.

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Em vez de centralizar o atacante paraguaio e escalar a equipe no 4-2-3-1 - com Jadson, Rodriguinho e Clayson na trinca ofensiva à frente da dupla de volantes -, Fábio Carille montou um 4-2-4 com Romero aberto pela direita. Na prática, o time jogou sem um homem de referência. Cabia a Jadson e Rodriguinho, os meias desta linha de quatro na frente, chegarem para buscar a penetração na defesa palmeirense.

Improviso de última hora? Nada disso. A ideia já vinha sendo trabalhada pelos corintianos ao longo da semana. "Treinei o 4-2-4 e o 4-2-3-1, deixei para decidir hoje (sábado). Foi isso que fiz. Não vou fechar o treino todo, mas depois de 20 minutos vou fechar para o adversário não saber", afirmou o treinador, explicando também por que vem escondendo parte de algumas atividades à imprensa.

Além do retorno de Jadson, o técnico também optou por utilizar Renê Júnior ao lado de Gabriel na contenção. Fábio Carille não conta mais com Camacho, emprestado nesta semana ao Atlético Paranaense em troca envolvendo o lateral-esquerdo Sidcley. Outra mudança se deu justamente na esquerda: Juninho Capixaba, que vinha mal nas últimas apresentações, deu lugar ao volante Maycon, improvisado na função.

"Sou muito grato, falo isso desde o ano passado, pelo grupo que eu tinha nas mãos. Não é que eu acordo no sábado e falo 'vamos fazer isso', a gente trabalha ao longo dos dias, eu os escuto também, tenho um grupo inteligente. É tudo em cima de uma realidade e fazer eles acreditarem. Já tinha passado em conversa isso do 4-2-4, já ia colocando na cabeça deles", comentou o treinador.

Fábio Carille elogiou a "concentração alta" e a capacidade corintiana de anular as principais jogadas do rival. "O Palmeiras teve algumas chances no primeiro tempo, mas foram em cima dos nossos erros. Conseguimos controlar o jogo, tivemos um nível de concentração muito alto. Foi isso que cobrei dos jogadores: tem de jogar todos os jogos assim. Temos que tratar todos os jogos com esse nível de concentração", finalizou o treinador.

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