Cesar Greco/Agência Palmeiras e Daniel Augusto Jr/Agência Palmeiras
Cesar Greco/Agência Palmeiras e Daniel Augusto Jr/Agência Palmeiras

Carille sofre com seu ataque e Roger quer afirmação da zaga

Defesa corintiana, com Henrique, é mais segura, mas Borja comanda uma linha de frente perigosa no Palmeiras

Ciro Campos e Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2018 | 07h00

Corinthians e Palmeiras pretendem explorar os pontos fracos um do outro em Itaquera neste sábado. No lado alvinegro, a segurança defensiva do time se contrapõe ao fraco poder de fogo do seu ataque. Fábio Carille quebra a cabeça para equilibrar os setores. Em sentido oposto, Roger Machado está satisfeito com seus atacantes no Palmeiras, mas busca afirmação atrás.

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Para comprovar sua preocupação com a ofensividade do Corinthians, Carille decidiu abrir mão de um centroavante fixo na área, como tentou fazer com Júnior Dutra e Kazim. A equipe se mantém no 4-2-3-1, tendo Romero mais à frente, como ele jogou nos tempos de Tite. Com isso, o treinador escala mais gente no meio de campo, como uma forma de segurar o ímpeto palmeirense no setor. Renê Júnior vai ajudar Gabriel na marcação e dará liberdade para Jadson – que volta ao time –, Rodriguinho e Clayson. 

“Eles têm de bloquear o nosso (meio-campo) também. Jogo igual, muito grande, 50% para cada um. Palmeiras contratou para ser campeão, mas as coisas têm de acontecer dentro de campo. Vai ser jogo grande, como é todo clássico”, disse o treinador corintiano. 

Na zaga, o Corinthians conta com Henrique e Balbuena, dupla recém-formada, mas que tem passado segurança por causa de sua experiência. No banco, Pedro Henrique é um reserva que não causa pânico ao torcedor quando entra. Pelo contrário. Léo Santos também é um jovem promissor que deu conta do recado quando foi exigido. Mas na frente, sobram problemas. Cansado da inoperância de Júnior Dutra e, anteriormente, de Kazim, Carille resolveu apostar em um time mais de toque de bola e velocidade e sem uma referência na área, como acontecia nos tempos de Jô. 

O Palmeiras observa à distância as movimentações do rival. Tem seus problemas, mas com menos angústia. A defesa causa menos dor de cabeça do que o setor ofensivo ruim do Corinthians. A dupla de zaga formada por Antônio Carlos e Thiago Martins não sofreu gols como visitante, porém foi formada neste ano e não tem ainda entrosamento adequado. Já o ataque vai bem. Borja é um dos artilheiros do Estadual, com cinco gols, e tem começado a formar boa parceria com Dudu e Lucas Lima, dois especialistas em assistências.

 

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