JF Diorio
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Carille sofre mesmo número de gols que Jair Ventura no Corinthians

Técnico anterior foi demitido no final do ano passado; os dois sofreram 13 gols em 11 jogos

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2019 | 04h30

A defesa de Fábio Carille neste início de temporada tem o mesmo desempenho do começo de trabalho de Jair Ventura, técnico demitido do Corinthians no final do ano passado. Os dois sofreram 13 gols nos primeiros onze jogos disputados. 

O fraco desempenho da defesa e atuações irregulares no ataque foram fatores decisivos para a demissão de Ventura no início de dezembro. Contratado em setembro para substituir Osmar Loss, o filho de Jairzinho deixou o Corinthians com aproveitamento de apenas 31,5%. Ele conquistou quatro vitórias, seis empates e nove derrotas. Foi a pior pontuação desde o rebaixamento, em 2007. A zaga do ex-treinador era formada por Léo Santos e Henrique. 

Carille não corre risco de demissão por causa dos problemas defensivos. O título brasileiro de 2017 , as conquistas do Campeonato Paulista de 2017 e 2018 e a credibilidade que conquistou nos últimos anos dão ao treinador estofo para superar crise e fazer experimentações. 

Os corintianos estranham, pois Carille sempre foi um especialista em sistemas defensivos, a base de suas conquistas. Em 2019, não conseguiu repetir o feito. Os números representam marca negativa no currículo do treinador. A temporada atual é o pior início do comandante desde que começou a carreira. Há cinco anos, o time não tem uma defesa tão ruim. Mano Menezes, um dos principais responsáveis por esse DNA defensivo, era o treinador quando o time levou 16 gols em 11 partidas. 

Após o jogo com o Avenida, quando o time levou dois gols em nove minutos e correu riscos de ser eliminado em casa na Copa do Brasil, o treinador foi enfático. “A gente precisa parar de tomar gols o quanto antes”, reclamou. “É preciso atenção e também uma cobrança maior da minha parte e da comissão técnica”, concluiu. 

Mesmo com as estatísticas ruins, Carille afirma que a zaga titular vai continuar sendo formada por Manoel e Henrique. Os outros concorrentes são Marllon, Léo Santos – que pode ser emprestado para o Fluminense – e Pedro Henrique. O uruguaio Bruno Méndez já fez exames médicos e aguarda liberação do seu clube para ser apresentado oficialmente.

Carille argumenta que deu oportunidades para todos os zagueiros e que precisa dar entrosamento e ritmo de jogo para os dois titulares. “Eu coloquei todos para jogar. (O erro) Faz parte, é um início, é uma dupla nova. (A dupla) É o que eu acredito nesse momento, precisamos de mais jogos”, disse. 

Para o jogo diante do Botafogo, domingo, pelo Campeonato Paulista, o treinador deverá usar Marllon e Pedro Henrique – os titulares serão poupados para o confronto com o Racing, quarta-feira, pela Copa Sul-Americana, na Argentina. 

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