Jr Diorio/ Estadão
Jr Diorio/ Estadão

Carille volta com o mesmo dilema de quando saiu: a falta de um centroavante

Técnico do Corinthians até agora deve repetir a formação tática de quatro jogadores de movimentação no setor ofensivo

João Prata, O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2018 | 04h30

O Corinthians ainda busca por um centroavante para a próxima temporada. Passou o ano atrás desse jogador. Sonha com Diego Tardelli e também está de olho em outras opções no mercado – sondou Gabigol, Vagner Love e Marcelo Moreno, por exemplo. A falta de um camisa 9 para ser titular, porém, não é novidade para Fábio Carille, que está de volta ao clube após passagem de nove meses no Al-Wehda, da Arábia Saudita. 

Quando conquistou o Campeonato Paulista no início do ano e nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, período em que deixou o time alvinegro, Carille já estava colocando uma equipe em campo sem um jogador de referência na área.

Não por preferência do treinador, mas por necessidade. Em 2017, Carille ergueu os troféus do Paulista e do Brasileiro com Jô centralizado na frente. Com a venda do seu então artilheiro para o futebol japonês, o técnico iniciou a temporada passada sem muitas opções ofensivas e montou o Corinthians com quatro jogadores de movimentação na frente: Jadson, Rodriguinho e Romero, titulares absolutos, além de Pedrinho, Clayson e Mateus Vital, que se revezavam na formação.

Com a política de não gastar muito em contratações, e há um ano sem que alguém se firme como referência no ataque, por enquanto, Carille deverá manter a formação tática da sua passagem inicial. São seis remanescentes do começo do ano: Cássio, Fagner, Henrique, Jadson, Romero e Pedrinho.

As novidades no esboço do time para 2019 são as presenças dos volantes Richard e Ramiro e do meia Sornoza – três contratações negociadas. Carille também deve começar o ano com os jovens Léo Santos e Carlos Augusto, um na zaga e outro na lateral-esquerda – esses dois já vinham atuando com o Jair.

 

As peças que Carille perdeu para 2019, no entanto, foram fundamentais na última conquista do Corinthians. As saídas do zagueiro Balbuena, do lateral-esquerdo Sidcley, do volante Maycon e do meia Rodriguinho arruinaram o segundo semestre do time, que fechou o Brasileirão a dois pontos do rebaixamento. Segundo o orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube, o Corinthians faturou R$ 110 milhões com negociações de atletas.

O investimento, até agora, não foi à altura. A contratação mais cara foi a do meia Sornoza. O clube não confirma oficialmente, mas pagou cerca de R$ 10 milhões para contar com o equatoriano que disputou o Brasileiro pelo Fluminense – fez exames, mas não foi apresentado.

Além dos três reforços que surgem como opções do time para a próxima temporada, o Corinthians já trouxe outros três atletas: o lateral-direito Michel Macedo e os atacantes André Luis e Gustavo Mosquito. O clube ainda tenta fechar a contratação do atacante Luan, do Atlético-MG, do lateral-esquerdo Uendel, que teve passagem pelo Corinthians e hoje está no Internacional, além, é claro, do centroavante.

No elenco, Carille conta com Roger e Jonathas, que não conseguiram se firmar neste ano. Também é esperado o retorno de Gustavo, o Gustagol, que disputou a última temporada emprestado ao Fortaleza e foi bem.

A diretoria observa mais opções. Diego Tardelli está livre depois de não renovar com o Shandong Luneng, da China. O jogador de 33 anos ainda analisa propostas de clubes de fora do Brasil, sua primeira opção. Para jogar no Corinthians, ele teria de aceitar salário dentro do teto do clube, que é de R$ 500 mil aproximadamente. Marcelo Moreno, de 31 anos, tem situação semelhante. O vínculo com o Changchun Yatai, também da China, terminou e ele está livre para negociar. Love está no Besiktas, da Turquia, e tem mais dois anos de acordo. Gabigol pertence à Inter de Milão e estava no Santos em 2018. O salário também é um empecilho.

 

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