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Muricy observa os jogadores do Flamengo Divulgação

Cariocas tentam resgatar prestígio e voltar ao topo na Copa do Brasil

Flamengo foi campeão em 2013 e parou ali. Botafogo e Vasco tentam dar volta por cima após quedas e Fluminense pretende voltar a encantar

Fábio Hecico e Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

Nas últimas duas temporadas, Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo amargaram rebaixamentos, derrotas, brigas e uma série de demissões de treinadores. Agora, os cartolas desses clubes reorganizaram suas equipes e todos lutam para tentar realizar uma boa campanha no torneio nacional.

O Flamengo tenta fazer com que as expectativas em relação à temporada sejam correspondidas. Campeão em 1990, 2006 e 2013, neste ano o time contratou o técnico Muricy Ramalho, que ficou oito meses parado na temporada passada e aproveitou para fazer uma reciclagem em clubes europeus.

Muricy chegou com garantia de projeto de longo prazo. O elenco do Flamengo tem os atacantes Paolo Guerrero, Marcelo Cirino, Emerson Sheik, o zagueiro Juan, o lateral-direito Rodinei, o volante Cuellar, o meia Mancuello, jovens valores mesclados com atletas experientes, todos com boa qualidade que poderão ajudar o Flamengo no campeonato.

O Fluminense, campeão da Copa do Brasil em 2007, acredita que tem tudo para resgatar o prestígio das temporadas de 2010 e 2012, quando conquistou dois títulos do Campeonato Brasileiro. Contratou reforços pontuais para o elen co e, entre os destaques do elenco, estão o goleiro Diego Cavalieri, o zagueiro Henrique, o volante Cícero, o meia Diego Souza e o atacante Fred.

Ainda sob desconfiança de rebaixamentos recentes, Vasco e Botafogo correm por fora na competição deste ano. O time cruzmaltino, que conquistou o título da Copa do Brasil em 2011, vai disputar a Série B do Brasileirão nesta temporada e tem nos pés do meia Nenê a maior esperança. Ainda são destaques do time o goleiro uruguaio Martín Silva, o zagueiro Rodrigo, o volante Marcelo Mattos e os atacantes Thales e Riascos.

O Botafogo, que nunca conquistou o torneio nacional e que foi campeão da Segunda Divisão em 2015, faz trabalho de reconstrução. O clube ainda sofre com uma difícil situação financeira, mas conseguiu contratou alguns reforços e confia na prata da casa para fazer ao mesmo campanha digna.

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Times mineiros vivem situações opostas

Em boa fase, o Atlético-MG está na Libertadores e se destaca por ter um grupo forte, enquanto Cruzeiro não empolga e busca paz

Fábio Hecico e Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

Dois grandes rivais com o mesmo objetivo de buscar o título, mas com realidades diferentes. É assim que Atlético-MG e Cruzeiro chegam para a disputa da Copa do Brasil. Do lado do Atlético-MG, desde a temporada de 2012 a equipe tem disputado os principais títulos do continente e se firmou nos últimos anos como um dos times mais fortes do País.

No time alvinegro, a perspectiva é maior do que no rival celeste. Campeão do torneio uma vez, na temporada de 2014, o clube trouxe reforçou bem o elenco com jogadores experientes e pode ser considerado uma das principais forças da competição.

Por estar na disputa da Libertadores, só entra na competição nas oitavas de final. Além de o time titular ter sido melhorado, o banco de reservas também recebeu reforços, deixando o plantel com mais qualidade. A recente chegada de atletas como Clayton, Robinho, Junior Urso e Cazares estimula a luta dos jogadores por uma posição entre os 11 titulares – o banco conta com jogadores como Thiago Ribeiro, Carlos, Patric e Lucas Cândido.

OUTRO LADO

No Cruzeiro, que é ao lado do Grêmio o maior campeão da Copa do Brasil – tem quatro títulos conquistados em 1993, 1996, 2000 e 2003 –, o clima é de grande expectativa. Nesta temporada, a diretoria cruzeirense optou por uma série de reforços da Argentina, e a adaptação do novo grupo de jogadores poderá demorar um pouco mais do que o esperado pelo torcedor. 

Bicampeão brasileiro nas temporadas de 2013 e 2014, o time tenta se reerguer nesta Copa do Brasil após um ano de 2015 muito ruim, sem nenhuma conquista – foi vice-campeão mineiro, eliminado pelo Palmeiras nas oitavas de final da Copa do Brasil e fez um Brasileirão abaixo da crítica.

 

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Dupla Gre-Nal chega apenas nas oitavas e sob grande expectativa

Grêmio e Internacional montaram bons times e podem ser incluídos entre os fortes candidatos ao título do torneio

Fábio Hecico e Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

A tradição gaúcha na Copa do Brasil é forte. São seis títulos do Estado na competição – quatro com o Grêmio (1989, 1994, 1997 e 2001), um com o Internacional (1992) e um com o Juventude (1999). Neste ano, os dois eternos rivais terão à disposição bons elencos na busca pela taça do torneio nacional. Do lado do tetracampeão Grêmio, o time busca seu quinto título e também está atrás da quebra de um incômodo jejum – a Copa do Brasil de 2001 foi a última conquista nacional do Tricolor gaúcho.

Para acabar com o tabu de 15 anos, o clube fez algumas contratações, para reforçar o elenco que no ano passado, após um início claudicante, engrenou no Campeonato Brasileiro e terminou a competição em terceiro lugar, o que lhe garantiu um lugar na Copa Libertadores da América.

Entre os destaques do elenco gremista estão dos meias Douglas, Giuliano e Everton, além do atacante Luan, cuja principal característica é a velocidade. Dos reforços contratados, o equatoriano Bolaños é a maior esperança do time. Mas também ainda é uma incógnita, até por ter sofrido fraturas na mandíbula no clássico com o Inter que o tirou de combate por um bom tempo. O zagueiro Fred, o lateral Wesley e o atacante Henrique Almeida são as outras apostas do elenco. 

Do lado do Beira-Rio, o Inter terá mais tempo para se preparar para a competição. Fora da Libertadores, o time tentará voltar ao principal torneio da América do Sul sem o maior ídolo nos últimos anos, de D’Alessandro, que voltou para a Argentina para jogar no River Plate.

Ao contrário dos outros anos, o Internacional gastou pouco no mercado – contratou os volantes Fabinho e Fernando Bob. Os principais destaques deste começo da temporada são as revelações Aylon e Andrigo, além de Anderson, que assumiu o protagonismo da equipe. As voltas dos lesionados Valdívia e Vitinho serão reforços bem vindos ao elenco colorado. Nem mesmo a provável saída de goleiro Alisson para o futebol europeu faz com que os torcedores percam as esperanças de um time forte e campeão em 2016.

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