Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Carisma de Felipão no Sul coloca torcida a favor da seleção brasileira

Time vai usar o apelo popular do técnico entre os gaúchos para derrotar a França

Robson Morelli e Mateus Silva Alves - Enviados especiais , O Estado de S. Paulo

08 de junho de 2013 | 08h01

PORTO ALEGRE -

Coincidentemente, às vésperas da campanha do penta, em 2001, Felipão também desembarcou com sua equipe na capital do Rio Grande do Sul, daquela vez para enfrentar o Paraguai pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Ganhou por 2 a 0 e respirou um pouco mais aliviado em um momento difícil de seu trabalho à frente da equipe. Aquela vitória empurrou o time para a Copa. Os gols foram de Rivaldo e Marcelinho Paraíba. Cris, Juan e Roque Júnior eram os zagueiros do time - os dois primeiros hoje atuam no Grêmio e no Inter, respectivamente.

Chance parecida se coloca à frente do treinador agora. Felipão não vai deixar a oportunidade passar. Ele sabe que são poucos os jogadores do elenco da seleção capazes de levantar o torcedor gaúcho e que seu nome, e talvez o do preparador físico Paulo Paixão, tem muito peso dentro da Arena. "O que importa também é o que a seleção fará em campo neste domingo. No Rio, jogamos bem o primeiro tempo e isso trouxe o torcedor para mais perto. Aqui, em Porto Alegre, vai ser a mesma coisa", acredita o atacante Lucas. "Basta ele (o torcedor) ver vontade na equipe."

POUCO CARISMA 

O gaúcho é um torcedor agarrado às tradições do Sul. Mesmo assim, nesta seleção, os jogadores que passaram pelo Estado têm bem pouco apelo com o público, principalmente porque deixaram o País muito cedo. É o caso dos "desconhecidos" Dante e Filipe Luís. Thiago Silva atuou no Sul quando ainda tentava se firmar na carreira e, por isso, também não provoca suspiros.

Outros dois que poderiam ajudar são reservas. Leandro Damião, do Inter, nem faz mais parto do elenco. O atacante foi cortado nesta sexta-feira após sofrer lesão na coxa direita. Sobra Fernando, do Grêmio. Se entrar, como entrou diante dos ingleses, domingo, no Rio, poderá levantar a parte gremista do estádio.

E, felizmente, Felipão não chamou Ronaldinho Gaúcho, que desde que trocou o Grêmio pela Europa nunca mais foi reverenciado no Sul. Em campo mesmo, com passagem pelo Inter e sucesso reconhecido, somente Oscar. O meia do Chelsea tem lugar garantido na seleção e poderá ajudar Felipão em seu desafio de aproximar o time do público. A boa dose de carisma do chefe, aliada a gols contra a França, é combinação certa para um domingo feliz e uma largada importante para a seleção na Copa das Confederações.

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