Arquivo/AE
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Carlo Ancelotti diz que não treinará o Milan para sempre

No entanto, italiano fez questão de frisar que não está se despedindo do clube; Chelsea já teria sondado

EFE

24 de março de 2009 | 11h59

O técnico do Milan, Carlo Ancelotti, disse que não treinará a equipe "para sempre" e, quanto a uma possível saída da Itália no futuro, disse que "tudo é possível", em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal esportivo Corriere dello Sport.

 

Ancelotti afirmou que, no momento em que as coisas entre o clube e ele mesmo não funcionarem, o adequado seria "se despedir com um abraço", mas precisou que este "não é o momento" e que a sintonia entre as duas partes é "total".

 

Sobre o clima de tensão que existe no futebol italiano, depois dos incidentes na partida contra o Napoli que se saldou com uma agressão ao vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, o técnico ressaltou que está "cansado" desta situação, mas que, se mudar "de ares", não será por causa da violência.

 

"Claro, não treinarei o Milan para sempre", respondeu Ancelotti, perguntado sobre quando acontecerá esta mudança de ares. Em relação a uma possível saída para um clube não italiano, o treinador disse apenas que "tudo é possível".

 

"De qualquer forma, digo que meu mito no exterior é Guus Hiddink, que conseguiu atuar bem onde quer que fosse", acrescentou o italiano.

 

Sobre o Chelsea - uma das equipes, junto com o Real Madrid, que estaria interessada em contratar Ancelotti para a próxima temporada -, ele reconheceu que se encontrou com o proprietário do clube, Roman Abrahamovich, em Paris, mas especificou que foi uma reunião para se conhecer, e nunca teve "intenção de romper com o Milan".

 

O treinador italiano também disse que o Milan não poderá fazer grandes investimentos no mercado de cntratações este ano, assim como as outras equipes, e afirmou que o grupo será renovado, mas não é preciso "uma revolução total".

ANIVERSÁRIO

O Milan lembra os 23 anos do atual primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, como presidente do clube, que levou a equipe a importantes conquistas dentro e fora de campo.

 

Durante seu mandato, o rubro-negro de Milão conquistou sete vezes o Campeonato Italiano e outras cinco a Liga dos Campeões, além de duas Copas Intercontinentais, um Mundial de Clubes, cinco Supercopas da Europa, cinco Supercopas italianas e uma Copa da Itália.

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