Paulo Giandalia/Estadão
Paulo Giandalia/Estadão

Carlos Aidar será o candidato da situação no São Paulo

Ex-presidente do clube foi o nome escolhido pelo atual mandatário, Juvenal Juvêncio

FERNANDO FARO, Agência Estado

10 de setembro de 2013 | 11h21

SÃO PAULO - Ex-presidente do São Paulo entre 1984 e 1988, Carlos Miguel Aidar será o nome que vai enfrentar Kalil Rocha Abdalla nas eleições do ano que vem no clube. Ele foi escolhido por Juvenal Juvêncio para ser o candidato de situação apenas alguns dias após o presidente dizer que se afastaria do processo eleitoral. O anúncio foi feito em reunião fechada apenas com os quatro pré-candidatos. Além de Aidar, os vices Roberto Natel, Julio Casares e Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, tinham interesse em encabeçar a chapa.

A decisão acirra ainda mais os ânimos na base do presidente porque Leco já havia reiterado inúmeras vezes seu desejo de sair candidato e acreditava piamente que seria o escolhido. Juvenal, no entanto, já havia decidido por Aidar - de quem foi diretor de futebol e a quem sucedeu quando foi presidente pela primeira vez - por julgar que o ex-presidente tem mais apoio no Conselho Deliberativo, mas nunca externou a decisão para evitar um racha político.

Na última quinta-feira, Juvenal havia dito aos interessados em sucedê-lo que deixaria a decisão a critério deles e esperava que houvesse convergência em torno de um nome. Paralelamente, trabalhou forte nos bastidores para tentar estancar a sangria de conselheiros que passaram a migrar para a oposição. Ao perceber que Kalil tinha mais força política que seus indicados, o presidente desistiu da liberação e determinou que Aidar seria seu sucessor.

Leco sente-se traído por ter permanecido ao lado de Juvenal mesmo tendo sido contra a mudança no estatuto que alterou de dois para três anos a duração no mandato presidencial e que abriu brecha para uma segunda reeleição - a alteração no estatuto, por sinal, veio por intermédio de Aidar. O vice promete lutar para barrar a indicação, mas dificilmente terá força política para tal. Nos últimos anos ele perdeu força política e foi colocado em segundo plano nas decisões do futebol em detrimento de João Paulo de Jesus Lopes e Adalberto Baptista.

Julio Casares já externou apoio abertamente à decisão e Roberto Natel também não irá se opor por acreditar que pode ser presidente no futuro. Resta saber se Leco, conhecido pelo temperamento intempestivo e muitas vezes explosivo, engolirá a determinação do antigo aliado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.