Carlos Alberto se defende de mau comportamento

Ex-São Paulo, meia reforça amizade com Fábio Santos e considera exagerado afastamento, mas acata decisão

Redação

17 de abril de 2008 | 12h12

O meio-campista Carlos Alberto não quer saber de mais confusões e brigas. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira na capital paulista, ele não quis dar detalhes dos problemas que lhe fizeram ser dispensado do São Paulo. Disse apenas que considera menos grave o que fez, em relação a Fábio Santos, e que vai torcer para o time tricolor na reta final do Paulistão. Além disso, ele falou sobre o futuro da carreira e outros problemas. Diz estar recuperado e com o problema de tireóide, que o faz engordar, estar controlado e em condições de jogar por qualquer outro time, que pode ser o Werder Bremen, com quem tem contrato, ou outro qualquer pelo Brasil. Os principais trechos da entrevista foram:MOTIVO DO AFASTAMENTO"Quero deixar bem claro que o meu problema foi menos grave. No início eu ia ser poupado, depois afastado, depois reintegrado em 10 dias, daí o Fábio Santos voltou e eu não. Não briguei com ninguém, não vou brigar com o presidente (Juvenal Juvêncio). Se tiver de falar algo, falo na frente, e não nas costas. Antes da decisão, vou lá dar um abraço nos meus amigos, para dar força a eles".BRIGA COM FÁBIO SANTOS"Houve uma questão que a gente discutiu [ele e os diretores do clube], não foi por isso que tudo aconteceu. O Fábio Santos é um dos caras que mais gosto lá, e poxa, as pessoas inventam coisas demais, tem muita coisa que não é verdade. Reitero, não brigamos", afirma.ATRASO NO TREINO"O atraso? Eu estava na minha casa, fui bem sincero, dormi demais, minha esposa ia ligar para avisar. Se tiver alguma coisa, eu vou ser o primeiro a falar".BALADAS"Gosto, gosto muito disso sim. Mas hoje estou mais reservado. Quando tiver de ir, vou, mas vou com minha mulher. No momento certo, não é problema para ninguém. Um dos melhores do mundo, que parou agora, diz que se você corresponde em campo, não tem problema. Eu penso assim."SAÍDAS PELA PORTA DOS FUNDOS"No começo fui vendido pelo Werder Bremen, saí pela porta da frente. Vim para cá para tratar e estou saindo esquisito. Do Corinthians já falei, não quero voltar nisso."PASSAGEM PELO SÃO PAULO"Valeu a pena sim, fiquei num clube ótimo, cheguei fora de forma, problema de tiróide. Esse problema está totalmente controlado, ao departamento médico do clube só tenho a agradecer. Hoje eu posso manter o que me fizeram."FUTURO"Não quiseram contar mais com meus serviços, paciência, a vida segue. Aceitar é uma coisa, acatar é outra. As pessoas não entendem que você pode discordar de uma coisa sem polemizar, aceitei, acatei, mas não acho justa. Eu vou me valorizar sempre, acho que poderia jogar no São Paulo, mas tem outras pessoas que não acharam isso. Me sinto superbem, se tiver de voltar para o Werder Bremen, volto para jogar. Mas tenho a possibilidade de jogar em outro time no Brasil, também." 

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